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Químicos PFAS, eternos, prejudicam vida selvagem global, aponta estudo

Estudo revela que PFAS, chamados químicos eternos, ameaçam centenas de espécies selvagens globalmente, exigindo remediação e regulação urgentes

PFAS and other chemical pollution are posing a growing threat to the little auk (Alle alle) and other Arctic seabirds. Image © Steve Winter/Big Cat Voices.
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  • Estudo aponta que PFAS, químicos “forever”, afetam uma ampla gama de espécies selvagens ao redor do mundo, desde o Ártico até regiões isoladas.
  • Funis de exposição variados mostram impactos como imunossupressão, danos no fígado, problemas de desenvolvimento e reprodução, além de efeitos no sistema nervoso e hormonal.
  • O levantamento compilou dados de mais de seiscentas espécies em mapa mundial, com hotspots nos Estados Unidos, Europa, China e Austrália.
  • Pesquisadores pedem ação imediata para remediar sítios contaminados e regular usos industriais, para proteger espécies ameaçadas e em declínio.
  • Embora a regulação varie, governos e estados já atuam em algumas frentes; o estudo ressalta a necessidade de políticas mais fortes para reduzir descarte e contaminação por PFAS.

O estudo revisa pesquisas já publicadas para mapear a exposição de animais aos PFAS, os chamados forever chemicals, ao redor do mundo. Os pesquisadores destacam efeitos graves em várias espécies, inclusive em áreas remotas como o Ártico. A conclusão aponta risco generalizado à vida selvagem.

David Andrews, cientista sênior da Environmental Working Group, liderou a atividade de coleta de dados. O trabalho reúne evidências de mais de 600 espécies potencialmente afetadas pelos PFAS, destacando impactos na imunidade, no fígado, no desenvolvimento e na reprodução.

Casos em destaque mostram consequências diversas: filhotes de tartarugas em Hawaii, ninhos com poucos descendentes em Wisconsin, doenças em lontras na Califórnia, e problemas tireoidianos em focas no Ártico. Em Cape Fear, nos EUA, jacarés apresentam feridas persistentes.

PFAS e a saúde da fauna

PFAS são uma classe de compostos sintéticos usados desde os anos 1950. O estudo revela que esses químicos se acumulam no corpo de animais, afetando sistemas nervoso, hormonal e imunitário. A exposição pode ocorrer mesmo longe de fontes industriais, por meio de água, solo e alimentos.

A pesquisa indica que a presença de PFAS é ligada a alterações comportamentais, atraso reprodutivo e aumento da vulnerabilidade a doenças. Animais jovens costumam sofrer maior toxicidade, e traços de PFAS já foram encontrados no cérebro de diferentes espécies.

Panorama regulatório e caminhos

Especialistas apontam falhas na regulação de PFAS e na limpeza de sítios contaminados. O estudo sugere ampliar medidas de controle de emissões e acelerar a remediação para proteger espécies ameaçadas. Países já adotam restrições parciais, com propostas da União Europeia e ações em alguns estados dos EUA.

A disseminação global dos PFAS ocorre por água, vento e marés, o que reforça a necessidade de ações internacionais coordenadas. A pesquisa atualiza um mapa com hotspots de exposição, destacando regiões como EUA, Europa, China e Austrália.

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