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Plano de levar agricultores Mennonitas para Suriname preocupa com desmatamento

Projeto de colonização Mennonite em Suriname acende alerta de desmatamento na Amazônia e tensões com direitos indígenas

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  • Terra Invest Suriname & Guyana planeja trazer cerca de mil famílias Mennonitas para Suriname, com meta de ocupar até 30 mil hectares para cultivo de soja, milho, sorgo e trigo.
  • O projeto prevê um piloto autorizado pelo Ministério das Relações Exteriores, permitindo a entrada de 50 famílias Mennonitas por até três anos.
  • A empresa já conversou com o governo e busca terras em vários distritos, enquanto mais de 90% do Suriname fica na floresta amazônica; ambientalistas alertam para desmatamento.
  • Há interesse de comunidades Mennonitas da Bolívia, Belize e México; planos são avaliados com cautela pelo governo, sem confirmação de áreas específicas.
  • Organizações de conservação, como WWF, dizem que grandes plantações em florestas intactas podem dificultar a preservação, defendendo uso de áreas já degradadas.

Diversos investidores estrangeiros estão promovendo a vinda de comunidades Mennonitas à Suriname para instalar uma série de projetos agrícolas, com foco em soja, milho, sorgo e trigo. A iniciativa seria realizada por meio de uma empresa chamada Terra Invest Suriname & Guyana, criada em 2021.

A ideia envolve trazer cerca de 1.000 famílias Mennonitas para ocupar até 30 mil hectares de terras, em etapas que podem ser complementadas por compras de áreas adicionais no país. A proposta já recebeu apoio inicial do governo para um projeto piloto com 50 famílias, com atuação de até três anos.

Aldo a organização ambiental Amazon Conservation Team destacou o risco de desmatamento, associando a prática a histórico de expansão de fronteiras agrícolas na região. As preocupações dizem respeito à possível conversão de áreas de floresta virgem para uso agrícola, afetando ecossistemas locais.

A Terra Invest afirma que o projeto é

Pelo lado institucional, o Ministério das Relações Exteriores da Suriname aprovou o piloto, enquanto o Ministério de Assuntos Ambientais não respondeu a pedidos de comentário. Organizações locais e internacionais têm discutido os impactos ambientais e sociais da iniciativa.

Em Suriname, quase toda a cobertura do território é de floresta amazônica, com histórico de conflito entre desenvolvimento econômico e conservação. O país enfrenta tensões fiscais, inflação alta e protestos, o que alimenta o interesse por projetos agrícolas como alternativa de receita.

Representantes de comunidades indígenas locais criticam a ausência de reconhecimento formal de terras e veem potencial fornecimento de novas atividades econômicas como complemento, não substituto, para direitos já contestados. Autoridades e grupos de defesa ambiental avaliam impactos antes de qualquer decisão final.

A Organização Mundial da Conservação afirma que o manejo de grandes áreas exige estudos de impacto ambiental rigorosos e manejo de uso do solo com mínimo de intervenção. O debate público gira em torno de como equilibrar produção de alimentos e a proteção das florestas.

Isso tudo acontece em meio a um momento de crise econômica na Suriname, que aumenta a pressão por soluções de curto prazo para alimentação e renda. As próximas etapas dependem de acordos entre Terra Invest, governo e comunidades locais, com monitoramento de impactos a longo prazo.

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