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Crise de plásticos vira crise global de saúde humana, dizem especialistas

Crise global de plásticos vira emergência de saúde humana, com microplásticos e aditivos químicos chegando ao corpo e aumentando a pressão por um tratado global

As researchers, policymakers and the public seek plastic pollution solutions, the petrochemical industry continues churning out new plastics in astronomical amounts. Image by Ryan Brooklyn via Unsplash (Public domain).
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  • Globalmente, mais de 11 bilhões de toneladas de plástico virgem foram produzidas entre 1950 e 2022, com pelo menos setenta e um por cento fabricadas no século XXI.
  • Cerca de três quartos desse plástico acabado em aterros, descarte aberto ou no ambiente, contribuindo para poluição em oceanos, rios, cidades e ambientes naturais.
  • Evidências crescentes ligam microplásticos à presença no corpo humano e a hormônios, com milhares de produtos químicos liberados por plásticos associadas a riscos de saúde.
  • Um estudo recente reúne impactos negativos do plástico em ambiente, alimentação e saúde, em antecipação à quinta rodada de negociações de um tratado global sobre plástico, marcada para novembro e dezembro no Busan, Coreia do Sul.
  • Grupos de pesquisa e organizações pedem regulação abrangente ao longo de toda a cadeia de produção, e a administração norte-americana sinalizou apoio a limites à produção em agosto, mas a posição mudou com a eleição.

A crise global de plásticos já se tornou uma ameaça à saúde humana, segundo especialistas. Entre 1950 e 2022 foram produzidas mais de 11 bilhões de toneladas de plásticos virgens, com 71% geradas no século XXI. Grande parte é descartada irregularmente.

Parte significativa desse material envolve embalagens, brinquedos, roupas e itens de construção. Mais de 4 mil substâncias associadas a plásticos têm potencial tóxico, incluindo carcinogênicos e disruptores endócrinos. Tomam-se poucas informações sobre a composição real dos materiais.

A divulgação de microplásticos ampliou preocupações, pois partículas de plásticos se encontram na água, no alimento e até no ar. Estudos indicam presença de compostos químicos em sangue, leite materno e tecidos, com ligações potenciais a câncer, infecções e distúrbios metabólicos.

O que está em jogo na ciência

Um relatório recente reúne impactos negativos da poluição plástica em um quadro global, antes da próxima rodada de negociações de um possível tratado mundial sobre plásticos. O documento alerta que a poluição plastificada afeta meio ambiente, segurança alimentar e saúde.

Desafios na indústria e na reciclagem

Muitos plásticos contêm aditivos como plastificantes e retardantes de chama, que podem representar riscos à saúde. A transparência da indústria sobre os químicos presentes é baixa, dificultando avaliações independentes.

Microplásticos e vias de exposição

A degradação dos plásticos gera micro e nanoplásticos, presentes em alimentos, água, bebidas e ar. Pesquisas associam presença dessas partículas a problemas cardíacos, inflamações e alterações no microbioma, ainda que causas diretas permaneçam em investigação.

Caminhos regulatórios e próximos passos

Grupos de pesquisa, organizações ambientais e uma coalizão de 66 países defendem regulamentação do ciclo de vida dos plásticos, desde a extração de petróleo até a disposição final. O objetivo é reduzir riscos à saúde com padrões mais abrangentes.

Contexto político internacional

Nos EUA, houve sinalização inicial de apoio a limites à produção de plástico, mas mudanças políticas recentes podem enfraquecer propostas binding. Caminhos diplomáticos seguem abertos para o encontro de Busan, na Coreia do Sul, em novembro.

Considerações finais (informativas)

Especialistas ressaltam que ainda não há causalidade comprovada entre microplásticos e doenças específicas, mas alertam para ações preventivas com base nas evidências disponíveis. Ações de longo prazo dependem de cooperação global e supervisão regulatória.

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