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Brasil reabilita floresta urbana com bugios-marrom vacinados

Brasil avança com a reintrodução de bugios-marrom vacinados na floresta urbana do Tijuca, fortalecendo a restauração da Mata Atlântica

Max, a brown howler monkey, courtesy of Marcelo Rheingantz.
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  • Macacos-prego-ouro-verdadeiro (Alouatta guariba) são vacinados contra a febre amarela, vacina adaptada para uso em primatas, e serão translocados no parque Tijuca, no Rio de Janeiro.
  • O retorno ocorre após o surto de febre amarela em mil seiscentos; hoje há ações de vacinação e reintrodução para a recuperação da população na Mata Atlântica.
  • O Tijuca National Park, com quatro mil hectares, é utilizado como laboratório vivo para reintrodução de espécies locais.
  • Em 2023 chegaram mais macacos ao parque, todos vacinados; houve desafios, como a morte de um filhote por pneumonia e a saída temporária de outra fêmea para o centro de primatas.
  • Um novo grupo de howlers acabou se entendendo com os habitantes originais, com casos de interação entre indivíduos, como Hope, que estabeleceu contato com Juvenal.

A campanha de rewilding ocorre em meio a feridas históricas da Floresta Atlântica. Monkeys brown howler, vacinados contra a febre amarela, estão sendo reintroduzidos em uma das maiores florestas urbanas do mundo, no Rio de Janeiro.

O foco é a recuperação da população local de *Alouatta guariba*. A vacinação foi adaptada para uso em primatas, permitindo que os grupos translocados recebam imunização prévia antes da soltura na área de Tijuca, um parque nacional de cerca de 4 mil hectares.

A Tijuca fica no coração de Rio de Janeiro e é alvo de esforços de reflorestamento desde o século XIX. A mata já foi intensamente desmatada para habitação e plantações de café, antes de receber programas de restauração.

O projeto é coordenado por organizações locais, como a Refauna, que visa reconstruir a vida animal nativa e tornar o ecossistema da área mais saudável. A reintrodução de howlers já havia começado em 2015.

O primeiro grupo envolveu o casal Juvenal e Kala, que teve um filhote em 2016. A partir da febre amarela, as solturas precisaram ser interrompidas. A população atual cresceu, mantendo a vigilância sanitária.

Entre 2023 e 2024, novas famílias foram trazidas ao parque, todas vacinadas. No processo, um filhote morreu por pneumonia, e outra fêmea precisou ser devolvida temporariamente ao centro de primatas.

Apesar de recepções iniciais tensas, as novas corças estabeleceram laços com os habitantes originais. Um caso destacado envolve a jovem Hope, que se aproximou de Juvenal após semanas de farpas sonoras.

Pouco menos de 20% da Floresta Atlântica original permanece, fragmentada ao longo da costa leste da América do Sul. Programas como o de Tijuca ganham relevância para a recuperação de espécies locais.

Conservacionistas ressaltam que projetos de rewilding urbano ajudam a restaurar ecossistemas degradados e a manter a biodiversidade na região, servindo de laboratório vivo para futuras ações.

Fontes consultadas destacam que a experiência de Tijuca pode servir como modelo para outras áreas urbanas, onde a presença de fauna nativa é crucial para o equilíbrio ecológico.

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