- O sul da França enfrenta o maior incêndio florestal desde 1949, com mais de 16 mil hectares queimados.
- As chamas começaram em 5 de setembro, perto do vilarejo de Ribaute, resultando em uma morte e na evacuação de milhares de moradores.
- A ministra da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, atribuiu a gravidade da situação às mudanças climáticas e à seca severa na região.
- Desde 1º de agosto, a área enfrenta uma crise de seca, com chuvas até 60% abaixo da média desde 2022.
- Apesar de a maioria dos focos de incêndio ter sido contida, a situação permanece crítica, refletindo um padrão de incêndios intensos em toda a Europa, onde 353 mil hectares já foram queimados em 2023.
O sul da França enfrenta o maior incêndio florestal desde 1949, com mais de 16 mil hectares consumidos. As chamas, que começaram em 5 de setembro, perto do vilarejo de Ribaute, resultaram na morte de uma pessoa e na evacuação de milhares de moradores. A ministra da Transição Ecológica, Agnès Pannier-Runacher, atribuiu a gravidade da situação às mudanças climáticas e à seca severa que afeta a região.
Desde 1º de agosto, o sul da França enfrenta uma crise de seca, com chuvas até 60% abaixo da média desde 2022. O incêndio, que se espalhou rapidamente devido a ventos de mais de 40 km/h e vegetação extremamente seca, queimou em apenas 12 horas uma área equivalente à de Paris. Em um único dia, o fogo destruiu o que normalmente se perde em um ano no país.
As autoridades informaram que a maioria dos focos de incêndio foi contida até o final de semana, mas a situação continua crítica. Pannier-Runacher destacou que, apesar da queda nas temperaturas durante a noite, o incêndio permanece como o mais significativo em mais de sete décadas. Este evento ocorre em um contexto de incêndios florestais intensos em toda a Europa, onde 353 mil hectares já foram queimados desde janeiro, mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2024.
A combinação de calor extremo e secas prolongadas tem tornado o Mediterrâneo cada vez mais vulnerável a incêndios devastadores. Em julho, mais da metade da Europa enfrentou as piores condições de seca desde o início do monitoramento, em 2021. A situação no sul da França é um reflexo das dificuldades enfrentadas por diversas regiões do continente, que lidam com os impactos das mudanças climáticas.
Entre na conversa da comunidade