- Uma pesquisa publicada na revista Nature Neuroscience revela que o mapa corporal no córtex somatossensorial do cérebro não muda após a amputação.
- O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Cambridge e da Universidade de Pittsburgh com pessoas que perderam braços.
- Utilizando ressonância magnética funcional (fMRI), os cientistas mapearam as representações corticais antes e depois da cirurgia.
- Os resultados mostraram que, anos após a amputação, a ativação do mapa cortical da mão amputada permaneceu a mesma.
- A pesquisa sugere novas abordagens para o desenvolvimento de próteses e tratamentos para a dor em membros fantasmas.
Uma nova pesquisa publicada na revista *Nature Neuroscience* revela que o mapa corporal no córtex somatossensorial do cérebro permanece inalterado após a amputação. Este estudo desafia a crença estabelecida de que o cérebro reorganiza suas áreas sensoriais para compensar a perda de membros. Pesquisadores da Universidade de Cambridge e da Universidade de Pittsburgh conduziram a investigação com pessoas que tiveram braços amputados, utilizando ressonância magnética funcional (fMRI) para mapear as representações corticais antes e depois da cirurgia.
Os resultados mostraram que, mesmo anos após a amputação, o mapa cortical da mão amputada continuava a ser ativado da mesma forma que antes da cirurgia. Não houve evidências de que a representação cortical de áreas adjacentes, como os lábios, se expandisse para ocupar o espaço da mão. A pesquisa foi a primeira a acompanhar pacientes por um período tão longo, desafiando a noção de que a perda de um membro leva a uma reorganização drástica do córtex.
A autora sênior do estudo, Tamar Makin, destaca que textos acadêmicos frequentemente afirmam que o cérebro tem a capacidade de reorganização, mas essa pesquisa sugere que essa ideia pode estar equivocada. O estudo também pode ter implicações significativas para o desenvolvimento de próteses mais eficazes e tratamentos para a dor em membros fantasmas, onde pacientes ainda sentem sensações no membro perdido.
Hunter Schone, autor principal da pesquisa, observou que relatos de amputados que ainda sentem seus membros levaram a equipe a questionar a teoria da reorganização cortical. Os participantes realizaram movimentos antes e depois da amputação, permitindo a criação de um mapa cortical detalhado. A descoberta pode abrir novas possibilidades para a compreensão do cérebro e suas funções após a perda de membros.
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