- Uma nova espécie de crocodilo, Ibirasuchus gelcae, foi identificada no interior de São Paulo, datando de aproximadamente 85 milhões de anos.
- A descoberta foi publicada no Journal of the South American Earth Sciences e resultou da análise de fósseis coletados em Ibirá, Cedral e Monte Aprazível.
- O fóssil foi encontrado em 2008 pela bióloga Angélica Fernandes dos Santos, conhecida como Gelca.
- A pesquisa revelou quatro grupos distintos de crocodiliformes, incluindo baurussuquídeos, esfagesaurídeos e Itassuquídeos, cada um com adaptações ecológicas específicas.
- A diversidade encontrada indica que a fauna crocodiliana do Cretáceo paulista era mais intensa e variada do que se pensava anteriormente.
No interior de São Paulo, há aproximadamente 85 milhões de anos, uma nova espécie de crocodilo, Ibirasuchus gelcae, foi identificada, revelando um ecossistema mais complexo do que se imaginava. A descoberta, publicada no Journal of the South American Earth Sciences, foi feita por uma equipe de paleontólogos que revisou fósseis coletados em Ibirá, Cedral e Monte Aprazível.
O fóssil que originou a nova espécie foi encontrado em 2008 pela bióloga Angélica Fernandes dos Santos, conhecida como Gelca. A pesquisa revelou a presença de quatro grupos distintos de crocodiliformes na região, cada um com adaptações ecológicas específicas. O paleontólogo Fabiano Iori, líder do estudo, destacou que o ambiente do Cretáceo paulista era habitado por uma diversidade de predadores, incluindo grandes titanossauros e dinossauros carnívoros.
Ecossistema Diversificado
Os pesquisadores analisaram mais de 200 fósseis, incluindo ossos e dentes, para entender melhor a fauna local. Os grupos identificados incluem os baurussuquídeos, esfagesaurídeos e Itassuquídeos, cada um ocupando um nicho ecológico distinto. Iori enfatizou que essa diversidade mostra que a fauna crocodiliana do interior paulista era mais intensa e variada do que se pensava anteriormente.
A nova espécie, Ibirasuchus gelcae, foi nomeada em homenagem à localidade do achado e à pesquisadora que o descobriu. A pesquisa não apenas amplia o conhecimento sobre os crocodiliformes, mas também oferece uma visão mais rica sobre a dinâmica ecológica do Cretáceo, onde diferentes espécies coexistiam em um ambiente fluviolacustre.
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