- Banir a fervura de lagostas vivas em água fervente faz parte de uma estratégia de bem-estar animal do Labour, com diretrizes alternativas de abate humano para crustáceos.
- Medidas já previstas incluem fim das gaiolas de galinhas, encerramento de criadouros de porcos em gestação e proibição de choques elétricos em cães, além de consulta sobre abate humano de peixes de criação.
- Outras mudanças abrangem o banimento de corrida de galgos e o fim do trail hunting, com consulta sobre ampliar regras de bem-estar animal; apoio de ONGs é destacado.
- As propostas também fortalecem regras de caça, com proibição de disparos de lebres na temporada de reprodução e encerramento do trail hunting, conforme críticas de opositores.
- Reações variam: ONGs aprovam parcialmente; o Green party apoia, sugerindo inclusive o fim da corrida de galgos no País de Gales até 2030; políticos opositores criticam avanços.
A Inglaterra avançará com uma nova estratégia de bem-estar animal que prevê mudanças profundas em várias áreas. Entre as medidas, está a proibição de cozinhar lagostas vivas, considerada um método de abate cruel, com diretrizes alternativas a serem publicadas pelo governo. A proposta integra um conjunto maior de reformas que vem sendo discutido há tempo pelo partido trabalhista.
O pacote, anunciado nesta segunda-feira, também inclui o fim de gaiolas de galinhas, a eliminação de criadouros de porcos em gestação e a proibição de abate de peixes sem requisitos de bem-estar. Além disso, há uma consulta sobre a proibição de coleiras de choque para cães e o fortalecimento das regras para abate humano de animais de criação.
Principais mudanças propostas
As propostas envolvem medidas para ampliar o bem-estar animal: banimento de atividades de caça com corridas de cães e trail hunting, com mudanças previstas para reduzir práticas associadas ao sofrimento animal. A secretarias afirmam que decisões sobre abate humano de peixes serão debatidas com especialistas e ONG.
O governo aponta que a prática de ferver lagostas vivas já é proibida em alguns países e tem sido alvo de campanhas de organizações de defesa animal. Profissionais e entidades do setor indicam que métodos como atordoamento elétrico ou resfriamento podem reduzir o sofrimento durante o abate.
Reações e cenários políticos
Organizações de proteção animal apoiaram as novas diretrizes, destacando a necessidade de reformas consistentes. Críticos questionam o impacto econômico e operacional das mudanças para produtores e trabalhadores do setor.
Líderes de partidos de oposição e de grupos conservadores reagiram com reservas, pedindo avaliações de impacto e prazos de implementação. Observadores políticos veem no pacote uma estratégia de alinhamento com prioridades de bem-estar e pressões públicas por reformas mais fortes.
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