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Tijolos consomem terras agrícolas em Bangladesh; meta de construção limpa falha

Governo de Bangladesh planeja novo prazo para 100% de tijolos limpos após falha na transição, com apenas 30-40% das obras usando materiais alternativos

Smoke emits from chimney as Bangladeshi workers work at a bricks field on the outskirts of Dhaka, 2012.
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  • Em dois mil e dezenove, Bangladesh definiu meta de substituir tijolos de barro por blocos de concreto em obras governamentais até junho de dois mil e vinte cinco; até agora apenas a pasta de Habitação e Obras Públicas atingiu cem por cento de materiais limpos.
  • Aproximadamente sete mil usinas de tijolo consomem cerca de nove milhões e meio metros cúbicos de solo superficial por ano, tornando terras cultiváveis inviáveis por anos, e o setor responde por cerca de três por cento das emissões de gases de efeito estufa do país.
  • Existem alternativas como blocos estabilizados com solo comprimido, mas a adoção é baixa devido a custos e tributos, inclusive imposto sobre valor agregado de quinze por cento sobre materiais alternativos.
  • A maioria dos órgãos governamentais ainda utiliza tijolos tradicionais; o governo planeja estabelecer um novo prazo e diretrizes mais rígidas para alcançar cem por cento de uso de materiais limpos.
  • Faltando competitividade das alternativas, autoridades planejam novo cronograma e fiscalização mais rígida para retomar a transição, diante da demanda crescente por obras públicas.

Em 2019, Bangladesh estipulou que até junho de 2025 todas as obras governamentais utilizassem blocos de concreto e outras alternativas, substituindo tijolos de barro. A meta não foi atingida, com apenas o Ministério de Habitação e Obras Públicas totalmente alinhado ao uso de materiais limpos.

Ao longo do setor público, a maioria das pastas ainda emprega tijolos tradicionais, e estima-se que apenas 30-40% das obras adotem materiais alternativos. A transição permanece estagnada, levando o governo a planejar um novo prazo e diretrizes mais rígidas para cumprir a meta.

Progresso e gargalos

Subjacente ao esforço está o impacto ambiental e territorial: cerca de 7 mil usinas de tijolo consomem aproximadamente 9,5 milhões de m³ de solo superficial por ano, tornando terras agricultáveis inviáveis por anos. O setor responde por cerca de 3% das emissões de gases de efeito estufa do país.

Alternativas já estão disponíveis, como blocos estabilizados com solo comprimido (CSEB) e blocos de concreto. Além de reduzir custos, essas opções ajudam a conservar solo fértil, mas a adoção é baixa.

Custos e competição de mercado

O acesso a materiais alternativos enfrenta entraves tributários. A cobrança de 15% de IVA sobre esses insumos dificulta a competitividade frente aos tijolos tradicionais, dificultando investimentos no setor.

Representantes do setor destacam que, sem maior margem de lucro, a produção de tijolos limpos não consegue atender a demanda total do governo. Enquanto isso, o Ministério da Habitação e Obras Públicas lidera, entre as obras governamentais, o avanço mais próximo da meta.

Perspectivas futuras

Autoridades ambientais sinalizam a criação de um novo cronograma com diretrizes mais fortes para forçar a aderência das demais agências. O objetivo é chegar a 100% de uso de materiais limpos nas obras públicas, reduzindo a pressão sobre solos agrícolas e emissões do setor de construção.

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