- Em Escócia, tijolos com ninhos para andorinhas serão obrigatórios em todas as novas edificações, conforme votação no Parlamento.
- A medida foi apresentada pelo deputado do Partido Verde, Mark Ruskell, e contou com apoio do governo e de vários partidos.
- A decisão contrasta com a Inglaterra, onde não houve obrigação legal, apenas orientação de planejamento.
- A implementação depende de uma consulta de 12 meses para estabelecer um padrão técnico adequado para os tijolos.
- Defensores destacam que as andorinhas, com menos de quarenta mil pares no país, podem se beneficiar com a medida, que visa ampliar a biodiversidade.
Swift bricks passam a ser obrigatórias em novas construções na Escócia após aprovação em Holyrood. O objetivo é fornecer ninhos para andorinhas-das-cavidades e outras aves em risco. A medida foi apoiada pelo governo, MSPs e o partido verde.
A mudança foi impulsionada por emenda do MSP Mark Ruskell e tornou as swift bricks obrigatórias para todas as moradias novas, sempre que seja viável tecnicamente. A decisão ocorre após anos de debate.
Gillian Martin, ministra responsável, destacou que as andorinhas eram comuns nas áreas urbanas, mas vêm enfrentando declínio acentuado. A mudança visa aumentar biodiversidade e proteger espécies vulneráveis.
Panorama do Reino Unido
O restante do Reino Unido ainda não tornou as swift bricks obrigatórias. Na Inglaterra, a versão anterior manteve orientação de planejamento sem obrigação legal para desenvolveres ou autoridades. País de maior resistência prática até o momento.
Hannah Bourne-Taylor, ativista, celebrou a decisão e pediu que Inglaterra e País de Gales sigam o exemplo. A campanha nacional tem defendido a instalação das caixas-ninho como medida simples de conservação.
A implementação na Escócia ocorrerá após um período de consulta de 12 meses para estabelecer padrões adequados. Além de ninhos, as caixas ajudam outras aves insetívoras, como pardais e estorninhos.
Em Abertawe, País de Gales, o governo rejeitou a proposta no ano passado, argumentando que desenvolvedores poderiam recorrer a justificativas técnicas para evitar a obrigatoriedade. Especialistas argumentam que a medida é benéfica e moderada.
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