- Tribunal de informações determinou que a Soil Association deve divulgar os relatórios de inspeção de fazendas de salmão à WildFish, após audiência de dois dias.
- O grupo de campanha afirma que rotular o salmão como “orgânico” é enganoso para os consumidores e que os relatórios são centrais para a credibilidade da certificação.
- A WildFish alega que o salmão certificado como orgânico é criado em gaiolas abertas, com dejetos e químicos descarregados no ambiente ao redor.
- Um relatório de 2023 da WildFish mostrou uso do pesticida deltametrina em fazendas orgânicas e o uso de formaldeído para tratar infecções fúngicas.
- A certificação da Soil Association argumentou que não é órgão público e que as obrigações de divulgação cabem à Defra; decisão pode impactar outros órgãos reguladores, e a entidade abriu consulta pública para endurecer padrões do salmão orgânico.
O Information Tribunal determinou que a Soil Association Certification deve tornar públicos os relatórios de inspeção de fitos de salmão, atendendo a um pedido da WildFish. A decisão foi proferida após audiência de dois dias, no Reino Unido, no âmbito de regulamentação ambiental.
A luta envolve a certificação orgânica de salmão cultivado pela Soil Association. Críticos argumentam que o padrão de Aquicultura permite uso de pesticidas tóxicos e práticas que afetam o ambiente e o bem-estar dos peixes.
WildFish acionou o órgão regulador em maio de 2024, buscando acesso aos relatórios sob as regras de informação ambiental. A organização afirma que a divulgação é fundamental para avaliar a credibilidade da certificação orgânica.
O que mudou na prática
O relatório da WildFish aponta que o salmão orgânico é criado em gaiolas abertas, com dejetos e químicos despejados no ambiente. A organização sustenta que a comparação com salmões não certificados é próxima, em termos de manejo.
A controvérsia ganhou consistência após um estudo de 2023, que aponta uso de Deltametrina e de formaldeído em fazendas com certificação orgânica. Esses elementos estão ligados a impactos em espécies marinhas e à saúde humana.
O tribunal decidiu que a Soil Association Certification deve divulgar os relatórios de inspeção, reclassificando o papel da parte certificadora frente a exigências de transparência. A decisão pode influenciar outros órgãos de controle no setor de alimentos orgânicos.
Dominic Robinson, CEO da Soil Association Certification, afirmou que a instituição não procurou ocultar informações. Segundo ele, a obrigação pertence ao órgão delegante, o Defra, e não à entidade certificadora.
A Soil Association anunciou uma consulta pública para endurecer padrões de salmão orgânico. O objetivo é esclarecer critérios de envase, bem-estar animal e impacto ambiental, com prazo para avanços até o meio do ano.
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