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Companhias aéreas devem informar impacto de carbono aos clientes no Reino Unido

CAA determina que companhias aéreas e sites de reserva divulguem emissões de carbono por voo no momento da reserva, para decisões mais informadas; fiscalização a partir de 2027

Passengers boarding a Ryanair plane. Emissions per passenger are typically lowest on short-haul, fuel-efficient modern fleets with large numbers packed into economy seats.
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  • A Civil Aviation Authority do Reino Unido afirmou que companhias aéreas e sites de reservas devem informar aos clientes sobre o impacto ambiental dos voos, com estimativas de emissões de carbono para voos que chegam a ou partem de aeroportos britânicos.
  • A nova orientação busca padronizar os dados já divulgados por algumas empresas e disponibilizá-los no momento da compra, para facilitar comparações.
  • A autoridade disse que começará a monitorar e, se necessário, aplicar as regras após abril de 2027.
  • Os dados devem levar em conta fatores como tipo de aeronave, consumo de combustível e o tipo de assento ocupado, seguindo o modelo já utilizado em outros setores, como o ferroviário.
  • Empresas como Ryanair e Wizz Air já divulgam emissões por passageiro, e organizações como a Cagne destacam a importância da transparência para o entendimento dos impactos.

A Civil Aviation Authority (CAA) lançou orientação para que companhias aéreas e sites de reserva informem os clientes do Reino Unido sobre o impacto ambiental dos voos. A iniciativa visa disponibilizar estimativas de emissões de carbono para voos com partida ou chegada em aeroportos britânicos no momento da reserva, para facilitar comparações.

A meta é padronizar dados já publicados por algumas empresas e ampliar o acesso a informações. A CAA pretende que passageiros possam tomar decisões de viagem com base em dados mais transparentes sobre o carbono gerado pelos seus itinerários.

A adoção será monitorada pela autoridade a partir de abril de 2027, com possibilidade de aplicação de medidas. Os dados devem considerar fatores como tipo de aeronave, consumo de combustível e o tipo de poltrona ocupada.

O que muda

A CAA afirma que as informações podem contribuir para a meta do setor de atingir emissões líquidas zero até 2050. A qualidade dos dados deve permitir comparações entre opções de viagem com maior clareza para o consumidor.

Alguns dados já são divulgados por companhias como parte de campanhas de eficiência. A nova orientação busca consolidar esse esforço em um padrão único acessível no momento da compra.

Participação e críticas

Entidades ambientais apoiaram a medida, destacando a necessidade de transparência para que o público compreenda a dimensão das emissões por passagem. O objetivo é ampliar a compreensão do impacto ambiental entre diferentes rotas e tarifas.

Durante uma consulta pública em 2024, a indústria reconheceu o interesse, mas questionou a exatidade dos dados, já que variáveis como trajetos, aeronaves e escolhas de reserva podem alterar os números.

Contexto regulatório

A CAA aponta que o setor de transporte ainda não havia adotado um quadro padrão semelhante ao de outros modais, como o ferroviário. A padronização facilitará a comparação entre opções de voo com base em carbono por passageiro.

O diretor da CAA, Tim Johnson, ressaltou que dados compreensíveis ajudam consumidores a decidir com mais informação. A autoridade convoca companhias aéreas e operadores de turismo a seguir a orientação.

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