- Em 2025, o BNDES repassou R$ 985,03 milhões do Fundo Rio Doce para ações de saúde no Espírito Santo e em Minas Gerais.
- Os recursos integram o Novo Acordo do Rio Doce, reparação pelos danos do rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, em 2015.
- O Novo Acordo prevê R$ 12 bilhões para ações de saúde; R$ 11,32 bilhões ficam sob gestão do BNDES via Fundo Rio Doce, e R$ 684 milhões são de responsabilidade dos estados MG e ES.
- Entre as ações, estão a construção do Hospital-Dia de Santana do Paraíso e do Hospital Universitário de Mariana (vinculado à Ufop), além de Centros de Referência das Águas e em Exposição a Substâncias Químicas.
- O valor total do acordo é de R$ 170 bilhões, com R$ 49,1 bilhões destinados à União e ao Fundo Rio Doce, para ações públicas e de indenizações.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou que, em 2025, repassou R$ 985,03 milhões do Fundo Rio Doce para ações de saúde no Espírito Santo e em Minas Gerais. O dinheiro é parte do Novo Acordo do Rio Doce, instrumento de reparação pelos danos causados pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana (MG), em 2015.
O rompimento liberou cerca de 39 milhões de metros cúbicos de rejeitos, que percorreram 633 quilômetros pela Bacia do Rio Doce, atingindo a foz no ES. Ao longo do trajeto, houve contaminação de água e impactos ambientais, sociais e econômicos.
Foram mobilizados recursos para a construção de novas unidades de saúde e hospitais, entre outras ações. O Novo Acordo, homologado em 2024, prevê R$ 12 bilhões para ações de saúde na região afetada.
A atuação envolve 38 municípios mineiros e 11 capixabas. Desse montante, R$ 11,32 bilhões ficam sob gestão do BNDES, no âmbito do Fundo Rio Doce, para o Programa Especial de Saúde do Rio Doce, coordenado pelo Ministério da Saúde.
Entre as iniciativas previstas estão o Hospital-Dia de Santana do Paraíso e o Hospital Universitário de Mariana, vinculado à Ufop. Também estão previstos o Centro de Referência das Águas e o Centro de Referência em Exposição a Substâncias Químicas.
A maior parte do investimento, cerca de R$ 8,4 bilhões, deverá constituir um fundo patrimonial para fortalecer a saúde local. Outros R$ 1,8 bilhão destinam-se aos planos municipais de saúde, e R$ 300,2 milhões à Fiocruz para pesquisas e análises.
Segundo Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, o Fundo Rio Doce impulsiona recuperação ambiental e econômica, além de fortalecer a rede pública de saúde. Sergio Rossi, do Ministério da Saúde, ressalta o aprimoramento da vigilância e da capacidade de resposta.
O Novo Acordo envolve União, MG, ES, Samarco e acionistas Vale e BHP Billiton, além de órgãos de Justiça. O valor total do acordo é de R$ 170 bilhões, com R$ 49,1 bilhões de parcelas da União já aportadas no Fundo Rio Doce.
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