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Empregadores do Reino Unido recorrem a colmeias para o bem-estar no trabalho

Apiários em tetos de escritórios ganham espaço no Reino Unido para bem-estar e senso de comunidade, mas especialistas alertam para impactos na biodiversidade

People in protective clothing look on as another demonstrates how a beehive works
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  • Empresas no Reino Unido estão instalando apiários em terraços, pátios e estacionamentos para reduzir o estresse, promover a convivência e aproximar trabalhadores da natureza.
  • A tendência já ganhou força de Manchester a Milton Keynes, com empresas contratando apicultores profissionais para implantar as colmeias.
  • Fornecedores destacam benefícios para bem‑estar mental, engajamento da equipe e demonstração de compromisso ambiental, além de facilitar atividades de aprendizado.
  • Especialistas alertam para impactos na biodiversidade: o crescimento rápido de colônias urbanas pode competir com abelhas nativas e outras espécies, exigindo cuidado na escolha de locais.
  • Exemplos práticos incluem workshops de meio‑dia, câmeras nas colmeias e transmissões ao vivo para escritórios, além de cases em prédios como Park House, em Londres.

Em várias empresas britânicas, o ritual da hora do almoço ganhou um novo som: o zumbido das abelhas. Empregadores de Manchester a Milton Keynes instalarem colmeias em terraços, pátios e estacionamentos, com a ajuda de apicultores, para promover bem-estar mental, senso de comunidade e conexão com a natureza.

O movimento não é apenas estético. Profissionais de RH contratam apicultores para oferecer oficinas, tours e instalação de câmeras nas colmeias, permitindo que trabalhadores acompanhem o desenvolvimento das abelhas. A prática visa reduzir o estresse ligado ao trabalho híbrido e ao burnout.

Empresas como Buckley’s Bees, em Crewe, e outras com atuação internacional relatam demanda crescente. Os diretores destacam benefícios na convivência entre equipes, na motivação e no compromisso com o meio ambiente. A prática já chegou a centros corporativos importantes, incluindo Londres.

Na prática, muitas companhias promovem workshops de apicultura durante o almoço. Em alguns casos, há transmissão ao vivo das atividades para sala de descanso. Técnicos explicam que a experiência oferece um respiro real quando as telas estão acesas, facilitando a coesão coletiva.

Além do aspecto humano, surgem questionamentos sobre biodiversidade. Ecologistas alertam que a expansão de colônias de abelhas em áreas urbanas pode competir com espécies nativas. Empresas e fornecedores dizem adotar critérios para evitar impactos negativos.

Para quem atua no setor, a demanda cresce de forma orgânica. Beemax Ltd. já divulga mais contratação interna para atender clientes e locais como centros de eventos, redes hoteleiras e estúdios de jogos. O foco permanece na saúde mental e na responsabilidade ambiental.

Desdobramentos e implicações

Até empresas como Park House, em Oxford Street, relatam que o benefício vai além do lazer. Executivos descrevem a experiência como um diferencial para a ocupação dos espaços e fortalecem a imagem de responsabilidade socioambiental. A colmeia fica sob supervisão de profissionais e é integrada aos espaços corporativos.

Profissionais do setor destacam que a prática pode funcionar como um catalisador de bem-estar, promovendo engajamento entre equipes. Contudo, especialistas lembram a necessidade de monitorar impactos ecológicos e escolher locais com espaço suficiente para a biodiversidade local.

Em síntese, a adoção de apicultura corporativa aparece como resposta a dois anseios modernos: cuidado com a saúde mental no ambiente de trabalho e demonstração de compromisso com o meio ambiente. A tendência segue em expansão no Reino Unido.

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