- Projetos no interior da Inglaterra reintroduzem musgo raro, o sphagnum austinii, nos páramos de Yorkshire Dales e Marsden Moor, para restaurar habitats úmidos.
- No Kingsdale Head Farm, Ingleton, pesquisadores plantam o austinii, trazido da Escócia, em viveiros locais e monitoram com rastreadores GPS.
- O austinii é crucial para a formação de turfa e armazenamento de carbono, contribuindo também para manejo de cheias, purificação da água e vida selvagem local.
- A restauração inclui monitoramento contínuo, com dados coletados para entender o retorno do ecossistema e seus benefícios a longo prazo.
- Em Marsden Moor, a National Trust trabalha há cerca de vinte anos para reverter impactos da poluição industrial, com centenas de milhares de plugs de sphagnum já plantados, ajudando a capturar carbono e criar habitats.
O projeto reintroduz uma espécie rara de musgo em dois locais das Terras Altas do Reino Unido. A Yorkshire Peat Partnership, liderada por Beth Thomas, junto com o agricultor Jamie McEwan, trabalha para restabelecer o musgo sphagnum austinii no Yorkshire Dales e em Marsden Moor, perto de Huddersfield. A iniciativa visa recuperar funções ecológicas dos pântanos de turbário e ampliar a resiliência ante as mudanças climáticas.
No Kingsdale Head Farm, em Ingleton, especialistas plantam austinii, extinta na Yorkshire há séculos. O musgo, trazido da Escócia, será cultivado em viveiros locais antes de ser fixado nos bordes de turbais, com monitoramento por GPS. A restauração busca restaurar a formação de turbário e o armazenamento de carbono.
A ausente presença da austinii no Dales deve-se, segundo dados analíticos, a drenagens e atividades industriais antigas. A parceria aponta que esse escoamento prejudicou a função peat formadora do musgo, essencial para o carbono do solo.
No Marsden Moor, o manejo pela National Trust visa reesterar o musgo e ampliar a resiliência da área, hoje associada a SSSI e área de conservação especial. Rangers destacam o papel do musgo na captura de carbono e na defesa contra incêndios.
A recuperação de sphagnum austinii promete ampliar a diversidade de plantas e habitats para a fauna local, incluindo espécies raras. A iniciativa também ressalta benefícios para a qualidade da água e para o controle de cheias nas áreas upland.
Dados da parceria indicam que o presente trabalho envolve monitoramento contínuo das áreas reflorestadas. O objetivo é avaliar a efetividade da reintrodução do austinii ao longo dos próximos anos para confirmar mudanças funcionais no ecossistema.
Funcionários ressaltam que o foco não é retornar aos cenários de mil anos atrás, mas criar habitats mais diversos e resistentes ao clima. A meta é promover um equilíbrio entre conservação, uso público e saúde ambiental das turbarias.
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