- Os EUA afirmam ter saído do Acordo de Paris em 27 de janeiro e pretendem se retirar da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima.
- O governo diz que o país atua como bullying climático, usando seu poder para intimidar outros a reduzirem suas ambições de decarbonização.
- Um exemplo recente foi a tentativa, em outubro de 2025, de impedir taxas propostas pela Organização Marítima Internacional (IMO), com ameaças de tarifas e restrições de vistos a países que apoiavam a medida; o governo afirmou estar defendendo os interesses americanos.
- Países ameaçados têm opções limitadas, já que medidas com mecanismos de implementação vinculantes podem enfrentar resistência dos EUA e de aliados; medidas como o mecanismo de ajuste de carbono da União Europeia ganham evidência.
- Aliados maiores costumam ceder a promessas de compra de energia dos EUA, mas a diversificação econômica e vínculos com outras fontes pode reduzir a dependência, sinalizando que a agressão climática pode se revelar prejudicial para Washington também.
O governo dos Estados Unidos afirma ter deixado oficialmente o Acordo de Paris em 27 de janeiro e sinaliza a retirada da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas. Washington diz que busca alinhar-se aos seus interesses ao revisar pactos climáticos.
O país é apresentado como líder que pode intimidar outras nações para reduzir ambições de decarbonização. Em estudo recente, autoridades destacam que a atuação inclui pressão econômica e diplomática para bloquear medidas globais de combate ao aquecimento.
A figura central é o governo de Donald Trump, que defende uma leitura mais rígida de políticas climáticas internacionais. Críticas apontam que o estilo busca ganhos políticos nacionais por meio de medidas sobre tarifas, vistos e sanções.
Entre exemplos, destaca-se a posição da administração sobre as propostas de taxas de carbono e taxas portuárias vinculadas a combustíveis fósseis. A estratégia é apresentada como forma de frear acordos considerados desfavoráveis aos interesses dos EUA.
O país também vincula políticas externas a relações com a China, apontada como grande produtora de tecnologias limpas. A gestão argumenta que apoios a tecnologias verdes podem favorecer fornecedores estrangeiros em detrimento de empregos internos.
Outra linha de atuação envolve a possível aplicação de barreiras a importações de países que adotam medidas climáticas semelhantes às propostas pela União Europeia. Tais movimentos são vistos como respostas a acordos comerciais e a mecanismos de precificação de emissões.
Críticos lembram que, historicamente, Washington já pressionou para reduzir ou adiar regras climáticas globais. Pesquisadores destacam que ações recentes marcam uma escalada sem precedentes na defesa de interesses nacionais sobre questões climáticas.
A couple de frentes ampliadas envolve políticas de competição econômica com a China e possíveis ligações entre clima, comércio e segurança. A ideia é evitar que alianças internacionais avancem reformas ambientais consideradas desfavoráveis aos EUA.
Alguns analistas avaliam que a postura corre o risco de aumentar tensões com parceiros tradicionais. Há preocupação com efeitos em negociações de energia, comércio e alianças estratégicas que dependem de apoio político e econômico dos EUA.
Outros países enfrentam opções limitadas diante de pressões externas. Pequenos Estados costumam evitar tarifas amplas ou sanções que impactem suas exportações, enquanto grandes parceiros buscam equilíbrio entre ambição climática e relações com Washington.
A medida de plataformas de cooperação internacional pode ser contestada em fóruns multilaterais, com respostas diplomáticas e ajustes em cadeias de suprimento de energia. Diplomacias e reuniões fora dos EUA aparecem como caminhos para diversificar dependências.
Em resumo, a administração Trump sinaliza continuidade de uma linha firme em políticas climáticas globais. A estratégia enfatiza uso de instrumentos econômicos, diplomáticos e regulatórios para manter a influência dos EUA em discussões sobre emissões e transições energéticas.
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