- Chelsea flower show procura novos patrocinadores de caridade após um casal filantrópico anônimo encerrar o apoio; já financiaram mais de £23m em jardins da mostra.
- Project Giving Back, criado em 2022 por dois doadores anônimos, financiou sessenta e três jardins e este ano será seu último apoio.
- Este ano, sessenta e três organizações beneficentes participaram com jardins para causas diversas, incluindo Asthma & Lung UK, The Children’s Society, Eden Project e Parkinson’s UK.
- A Royal Horticultural Society mantém o foco de Chelsea em jardinagem ecológica, com flores amigas de abelhas e borboletas e incentivo a plantas nativas; a busca por novos patrocínios ocorre para 2027.
- O jardim de despedida será assinado por James Basson e contará com falésias de arenito vermelho e paisagismo inspirado no clima mediterrâneo, marcado pela homenagem aos impactos da mudança climática.
A Chelsea Flower Show procura novos patrocinadores de caridade após o fim do apoio de doadores anônimos. O projeto Giving Back encerra este ano as atividades, encerrando uma fase de financiamento de jardins no evento. O show é organizado pela Royal Horticultural Society (RHS) e ocorre anualmente nos jardins do Royal Hospital, no sudoeste de Londres.
Desde 2022, o Project Giving Back financiou 63 jardins no Chelsea, realizados por instituições de caridade. Dois doadores anônimos criaram a iniciativa em 2022, com o objetivo de permitir que organizações de caridade apresentassem jardins temáticos. Este ano marca a despedida da organização do apoio aos jardins.
Apoio financeiro e participação de caridades
Neste ciclo, astmA & Lung UK, The Children’s Society, Eden Project e Parkinson’s UK integram a lista de beneficiárias, financiadas pelos vouchers da fundação. Tradicionalmente, patrocinadores corporativos investiam até 1 milhão de libras por jardim, função que vem diminuindo desde a crise de 2008 e a Covid-19.
Mudança de patrocínio e continuidade
A RHS informou que busca novas fontes de financiamento para 2027, após a conclusão do atual ciclo. Range Rover assume o patrocínio principal neste ano, substituindo The Newt, hotel de Somerset, que ocupou o posto por anos.
Hattie Ghaui, CEO do Project Giving Back, afirmou que o financiamento de jardins beneficia causas sociais e que o projeto seria encerrado após o Chelsea deste ano. A organização pretende compartilhar aprendizados para que outros patrocinadores possam seguir o modelo.
Desfecho criativo do último jardim
O jardim de despedida será assinado por James Basson, da Scape Design, com queixos de arenito ruivos em falésias altas e pinheiros, explorando tons terrosos e pigmentos naturais. A obra busca inspirar sobre o impacto de projetos bem desenhados.
Basson já havia vencido o Best in Show em 2017, com um jardim inspirado numa pedreira maltês. Em 2023, o designer volta a colaborar com a iniciativa para marcar a passagem da fundação. O projeto final enfatiza ambientes que lembram climas mediterrâneos.
Contexto e objetivos da iniciativa
O Project Giving Back destacou que jardins bem planejados podem inspirar, curar e retribuir mesmo após o encerramento do evento. A RHS relembrou que Chelsea continua sendo a maior vitrine de investimentos em jardins beneficentes no Reino Unido, atraindo milhões de pessoas.
Entre na conversa da comunidade