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Nova York revela efeito do frio extremo sobre o raticida.

Frio histórico em Nova York reduz população de ratos, atrasando reprodução e potencialmente amenizando pragas futuras, segundo especialistas

Times Square, el kilómetro cero de Nueva York, durante una nevada el pasado 1 de febrero, Scott Heins (AFP)
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  • O inverno extremo em Nova York já deixou vinte pessoas mortas em dezoito dias e pode reduzir a população de ratos na cidade.
  • Com ruas cobertas de neve e menos detritos, os roedores encontram mais dificuldades para se alimentar, o que pode inibir a reprodução.
  • Moradores e comerciantes relatam queda na presença de ratos nas ruas, no metrô e em porões; há relatos de ratos congelados.
  • A cidade já adotou medidas de controle de roedores no passado, incluindo a nomeação de uma zarina de ratatas, mas não há planos oficiais divulgados pelo novo prefeito.
  • Especialistas afirmam que não há previsão de erradicação, apenas uma redução gradual da população, que estimada em cerca de três milhões em 2024.

O frio extremo que atinge Nova York já provocou 20 mortes nos primeiros 18 dias do inverno, segundo balanço da cidade. Enquanto o saldo de óbitos por temperaturas negativas é o tema central, há um efeito colateral pouco visto: queda na população de ratos na cidade.

Especialistas e profissionais de controle de pragas apontam que a redução no lixo exposto, aliado às ruas cobertas por neve e gelo, dificulta a alimentação dos roedores e pode frear a reprodução. O fenômeno é visto como uma espécie de seleção natural induzida pelo frio.

Relatos de moradores e trabalhadores indicam que, com as fontes de alimento menos acessíveis, as atividades de roedores diminuem. Em Manhattan, por exemplo, houve relatos de menos roedores visíveis nas áreas públicas, com impactos também em ambientes comerciais.

A cidade enfrenta a presença histórica de Rattus norvegicus, a rata Noruega, que não hiberna. O peso do frio força os animais a se abrigarem, sobretudo nos túneis do metrô, onde a disponibilidade de alimento é menor. A situação pode reduzir a população, mas não erradicar a espécie.

Especialistas ressaltam que, mesmo com queda, não há previsão de eliminação das roedoras. O censo estimado em 2024 apontava cerca de três milhões de ratos na cidade. Autoridades municipais ainda não divulgaram planos específicos de política de controle para o novo mandato.

O ex-prefeito, hoje exilado da liderança de políticas de controle, já havia colocado a erradicação como prioridade ao designar uma figura especializada para coordenar ações, uma iniciativa que enfrentou dificuldades e acabou tendo que ser revista diante da evidência da praga.

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