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Malásia renova licença da Lynas por 10 anos e visa fim de resíduos até 2031

Malásia renova licença da Lynas por dez anos, impondo interrupção da geração de resíduos radioativos até 2031 e avaliação de cumprimento a cada cinco anos

Construction vehicles are parked at the site of Lynas’ rare earths plant in Gebeng, eastern Malaysia, on April 19, 2012. Photo courtesy of Lai Seng Sin, Associated Press.
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  • A Malásia renovou a licença de operação da Lynas Rare Earths por dez anos, mantendo validade até 3 de março de 2036.
  • A renovação prevê que a Lynas pare de produzir resíduos radioativos até 2031.
  • O ministro da Ciência, Chang Lih Kang, informou que resíduos gerados nos próximos cinco anos devem ser tratados e neutralizados, com extração de tório entre os métodos usados.
  • Não será permitido um novo depósito permanente para os resíduos; o atual local de armazenamento permanente está em construção e previsto para ficar pronto até o fim do ano.
  • A refinaria de Lynas em Gebeng, Pahang, opera desde 2012 e é uma das poucas instalações fora da China a produzir terras raras, essenciais para tecnologia de alto desempenho.

A Malaysia renovou por 10 anos a licença de operação da Lynas Rare Earths, empresa australiana, com a condição de interromper a geração de resíduos radioativos até 2031. A medida foi anunciada pelo Ministério da Ciência.

A refinaria Lynas, em Gebeng, no estado de Pahang, opera desde 2012 e é a primeira unidade fora da China a produzir minerais usados na alta tecnologia. A decisão ocorre após anos de disputa sobre radiação dos resíduos.

A licença vigente só será válida até 2036, com revisão após cinco anos. Caso a Lynas não cumpra as condições, o licenciamento pode ser revogado, afirmou o ministro Chang Lih Kang.

Condições e metas da renovação

Até 2026, a Lynas terá prazo para adaptar suas instalações e aumentar a operação, conforme cronograma apresentado pelo governo. O desperdício atual será armazenado temporariamente, até a construção de um depósito definitivo.

A extração de tório e outras medidas de neutralização devem reduzir a radiação dos resíduos. O processo ainda precisa ser escalado para uso industrial, segundo autoridades, o que costuma levar de sete a dez anos.

Contexto e impactos

Entidades ambientais pedem que a empresa exporte os resíduos. Segundo críticos, elementos como tório e urânio representam maior risco após as etapas de processamento. A capacidade de suprir demanda global de terras-raras é relevante para a cadeia de suprimentos mundial.

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