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Áreas urbanas na Inglaterra onde ninguém mora a 15 minutos a pé da natureza

Dados do governo indicam áreas urbanas na Inglaterra sem moradores a quinze minutos de natureza; governo busca reduzir disparidades e evitar a “loteria do código postal”

Peel park in Salford, Greater Manchester. The latest data shows a divide between rural areas and poorer urban areas.
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  • Acesso à natureza é desigual: 80% das pessoas vivem a 15 minutos de caminhada de espaços verdes ou azuis, mas há áreas urbanas com baixa proximidade.
  • Em Middlesbrough, apenas 1% da população fica a 15 minutos de natureza; em Doncaster, há áreas onde nenhum morador está nesse raio.
  • Em cidades como Bristol e Southampton, há bairros onde ninguém tem acesso a espaços verdes a 15 minutos.
  • Em Londres, distritos como Harrow, City of London, Croydon e Waltham Forest têm menos da metade da população dentro do padrão.
  • Em áreas urbanas mais desfavorecidas, 97% não têm acesso a espaço verde em 15 minutos; ruralidade registra 91% com acesso. A ministra Helene Hayman reafirmou o compromisso de ampliar o acesso e citou ações como trilhas nacionais e novas florestas.

O governo britânico revelou dados que mostram áreas urbanas na Inglaterra onde ninguém vive a menos de 15 minutos a pé de natureza, enquanto trabalha para cumprir metas de acesso a espaços verdes ou azuis. O levantamento também aponta uma diferença significativa entre zonas rurais e urbanas mais pobres.

Segundo o Department for Environment, Food and Rural Affairs, 80% da população tem acesso a parques, rios ou áreas arborizadas a uma distância caminhável. No entanto, em partes de autoridades locais, menos de 20% reside próximo de tais espaços, destacando áreas de maior carência.

Em Middlesbrough, uma das áreas mais pobres, apenas 1% da população está a 15 minutos de natureza. Em Doncaster, duas zonas não registraram nenhum morador dentro desse intervalo. Também houve cidades como Bristol e Southampton com lacunas significativas.

Desigualdade regional de acesso

Memorando do governo aponta que Londres apresenta grandes trechos com menos de 50% da população atendida pela norma de 15 minutos. Em North East Lincolnshire, Leicester, Gedling, Nottingham e Knowsley, trabalhadores e famílias também ficam aquém do objetivo.

O ministro responsável, Helene Hayman, afirmou que o tempo perto de natureza é fundamental para bem-estar mental e físico. O governo diz buscar tornar o acesso uma garantia, não uma questão de código postal, e cita ações como trilhas nacionais e novas florestas como medidas iniciais.

Especialistas lembram que qualidade das áreas e fatores locais influenciam o uso real de espaços verdes. Também destacam que políticas de planejamento podem impactar a disponibilidade de áreas naturais para comunidades urbanas.

Observadores ressaltam ainda que a falta de acesso a áreas verdes está associada a impactos em saúde mental e física, especialmente em grupos de baixa renda. Estudos recentes indicam benefícios de ficar perto da natureza para reduzir ansiedade e depressão.

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