- O Conselho de Lincolnshire decidiu abandonar a meta de neutralidade de carbono até 2050, considerada “completamente inatingível” pelo seu líder.
- A decisão ocorreu durante reunião que enfrentou interrupções de ativistas ambientais e foi anunciada como parte de um novo Plano-Mestre Verde.
- A meta havia sido estabelecida pela administração anterior, em 2021, e a gestão atual afirma que exigia recursos financeiros que não seriam disponibilizados pelo governo.
- O líder do Reform UK no conselho, Sean Matthews, disse que é melhor agir lentamente para melhorar o planeta, enquanto críticos argumentam que a meta é responsável.
- Ativistas da Extinction Rebellion, como Eddie Francis e Christine Brookman, contestaram a decisão, enfatizando preocupações com clima extremo e o futuro de crianças e netos.
Um conselho local de Lincolnshire decidiu abandonar a meta de se tornar carbono neutro até 2050, após o líder do grupo considerar o objetivo completamente inatingível. A decisão foi apresentada durante a sessão desta terça-feira, que foi interrompida duas vezes por manifestantes ambientais.
O líder do Reform UK no conselho, Sean Matthews, afirmou que, na prática, vale mais agir com tranquilidade para melhorar o planeta a longo prazo do que apressar mudanças. Entidades rivais e membros de Extinction Rebellion destacaram preocupações com responsabilidade e urgência climática.
A meta de neutralidade de carbono foi implementada em 2021 pela administração anterior, de cunho conservador. O novo Green Masterplan, aprovado no fim da reunião, prevê abandonar o objetivo de 2050 e priorizar ações com impacto financeiro menor para os contribuintes.
O representante ambiental do conselho, Danny Brookes, ressaltou que as metas eram caras e sem aportes financeiros do governo; segundo ele, o taxpayer estaria arcando com os custos. Já Eddie Francis, da Extinction Rebellion, defendeu a manutenção da meta, citando eventos climáticos extremos como motivo de urgência.
Christine Brookman, também da Extinction Rebellion, expressou preocupação com o futuro de crianças e netos e argumentou que a administração não reconhece a emergência climática. A sessão destacou a tensão entre metas ambientais e apoio financeiro público, sem sinal de consenso imediato.
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