- Emissões de gases de efeito estufa na Alemanha caíram apenas 0,1% em 2025 em relação a 2024, segundo a Agência Ambiental alemã.
- Em 2025, as emissões chegaram a 649 milhões de toneladas de CO2, abaixo do que previa o grupo Agora Energiewende, que estimava queda de 1,5%.
- Em 2024 houve uma redução de 3,4% nas emissões.
- O ministro do Meio Ambiente, Carsten Schneider, criticou a falta de melhoria e pediu aceleração na adoção de carros elétricos e aquecedores, além de mais energia renovável para segurança e economia.
- Embora haja otimismo de Schneider e da agência pela meta de 2030 de redução de 65% em relação a 1990, é urgente reduzir emissões nos setores de transporte e construção, que cresceram no ano passado.
A Alemanha não atingiu as metas climáticas em 2025, com as emissões de gases de efeito estufa quase sem variação. Os dados do Instituto Ambiental alemão mostram queda de apenas 0,1% em relação a 2024, totalizando 649 milhões de toneladas de CO2. O recuo ficou aquém do esperado pela Agora Energiewende, que previa uma redução de 1,5%.
Em 2024 houve recuo bem maior, de 3,4%. Ainda assim, o resultado de 2025 permanece aquém das metas do Climate Protection Act, mantendo o país longe da trajetória necessária para chegar a 65% de redução até 2030, ante 1990.
Desempenho e perspectivas
O ministro do Meio Ambiente, Carsten Schneider, criticou a insuficiência de melhorias durante uma conferência em Berlim, destacando que a adoção de veículos elétricos e bombas de calor avança, mas de forma lenta. Ele ressaltou o papel da energia renovável na segurança energética.
Schneider afirmou que há otimismo com o aumento de projetos e com a maior aceitação de tecnologias climáticas, como a energia eólica. A expectativa é que a força de redução aumente nos próximos anos, à medida que as ações se consolidem.
Desafios setoriais e metas futuras
Para cumprir a meta de 2030, as emissões precisam cair em média 42 milhões de toneladas de CO2 por ano a partir de 2026, um ritmo muito superior ao observado em 2024 e 2025. Em 2025, as emissões totais estavam 48% abaixo do nível de 1990.
A maior urgência está nos setores de transporte e construção, onde as emissões aumentaram no ano. Governações recentes indicaram mudanças na política ambiental, com foco em reduzir dependência de combustíveis fósseis e reforçar a adoção de fontes renováveis.
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