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Calor oceânico recorde ao sul da Califórnia eleva temores de onda marinha

Temperaturas recorde no Pacífico sul da Califórnia indicam maré de aquecimento prolongada, podendo comprometer o upwelling e ecossistemas marinhos

Sunlight on water
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  • Em várias estações de água ao longo da costa sul da Califórnia, as medições de temperatura atingiram marcas recordes nos últimos três meses, com a estação de La Jolla registrando temperaturas até 10°F acima da média histórica em um momento do mês passado.
  • O fenômeno não é causado por correntes tropicais como o El Niño; é impulsionado por um sistema de alta pressão que manteve o ar e a água mais quentes que o normal.
  • A situação é comparada ao evento conhecido como “Blob”, uma maré de aquecimento bom marinho anterior, que durou anos e afetou a vida marinha; agora, a duração e o impacto dependem de como ficará o tempo nas próximas semanas.
  • Cientistas alertam para riscos para ecossistemas: menor upwelling (renovação de água profunda rica em nutrientes) pode reduzir alimento para phytoplâncton e prejudicar várias espécies marinhas, incluindo focas, golfinhos e peixes.
  • Apesar dos impactos potenciais, houve sinais de leve arrefecimento recente; especialistas dizem que pode demorar para confirmar se o aquecimento continuará ou começará a diminuir. Em alguns ganhos, peixes como atum ficam mais próximos da costa, o que facilita a pesca, e surfistas aproveitam águas mais quentes.

O histórico alerta vem das estações costeiras operadas pela Scripps Institution of Oceanography. Nos últimos três meses, várias estações registraram temperaturas diárias acima do normal, com La Jolla medindo pico 10 °F acima da média de referência.

A elevação não foi causada por correntes tropicais, mas por um sistema de alta pressão que se manteve acima do sul da Califórnia, aquecendo água e ar acima de níveis históricos. O fenômeno também alimenta a onda de calor na terra.

Perspectivas sobre o próximo estágio

Pesquisadores comparam a atual elevação com o evento “Blob” de uma década atrás, que provocou mudanças extremas no ecossistema marinho. Nas próximas semanas, a evolução pode confirmar se há dissipação ou piora.

Andrew Leising, oceanógrafo da NOAA, afirma que o desfecho do ano é crucial para entender impactos no próximo outono e inverno, caso o aquecimento persista e seja seguido por El Niño forte.

Processos oceânicos e impactos ecológicos

Na primavera, ocorre a upwelling, que traz água profunda com nutrientes para a superfície. Esse processo sustenta fitoplâncton e grande parte da vida marinha da região. O aquecimento recente pode reduzir esse efeito.

Com o calor prolongado, há risco de queda de fitoplâncton e formação de blooms nocivos. Isso pode afetar mamíferos marinhos, aves costeiras e peixes, como a chamada pesca de Dungeness, citada por pesquisadora da Scripps.

Possíveis efeitos e observações

O aquecimento oceânico mais longo também pode aproximar atuns de águas rasas, o que facilita a pesca, e permitir banhistas aproveitar a água mais morna. Contudo, especialistas ressaltam que o oceano não deve se comportar como piscina.

Melissa Carter destaca a importância de entender as causas dos extremos e o risco de retroalimentação de sistemas de alta pressão, que podem dificultar a upwelling e alterar a saúde dos ecossistemas costeiros.

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