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Reino Unido registra início de primavera mais precoce já observado

Primavera mais precoce na Grã-Bretanha: florescimento, nidificação e atividade de insetos adiantados pelo aquecimento global

An 80-year study of great tits in an Oxfordshire woods has recorded its earliest egg-laying this spring.
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  • 2026 pode ser o início de primavera mais precoce já registrado no Reino Unido, com várias ocorrências adiantadas segundo o Nature’s Calendar.
  • Em Wytham Woods, Oxfordshire, o primeiro registro de postura de ovos de grande tâmia foi em 23 de março, três dias antes do recorde anterior.
  • Dunsford Woods, Devon, registrou o primeiro ovo de tit do carvão desde o início dos registros, em 1955.
  • A hazel floresceu em 14 de janeiro, oito dias antes da média anterior, e os blackbirds já estavam a chocar em 4 de março.
  • A primeira borboleta orange-tip apareceu em 18 de março; cientistas indicam que borboletas de meio de verão podem emergir em maio, um sinal de mudanças sazonais aceleradas.

Desde o início do ano, sinais de primavera precoce ganham força no Reino Unido, com flores, ninhos e atividade de insetos aparecendo mais cedo do que em décadas. Registros de ciência cidadã sinalizam o avanço de várias espécies.

O projeto Nature’s Calendar, da Woodland Trust, reúne dados de voluntários desde 2000 sobre até 150 eventos sazonais. A iniciativa aponta 2026 como possibilidade de a mais precoce primavera já registrada no século.

Entre observações marcantes, registrou-se a postura de ovos mais cedo em grandes Tit, em Oxfordshire, e também em Devon, em ninhos de coal tits. As médias de postura avançaram dezenas de dias desde os anos 1960.

Segundo registros provisórios, o início de atividades ocorreu antes do habitual: o primeiro sapo botou ovos em 23 de fevereiro, e o avante do amarelo hazel ocorreu em 14 de janeiro. Ovos de ferrugem e aves migratórias aceleraram o passo.

O início da floração de hazel e o retorno de aves como andorinhas e chiffchaffs indicam que a estação avança; contudo, cientistas alertam para riscos de descompasso entre espécies devido ao aquecimento global.

Mudanças e interpretações

Especialistas destacam que as alterações podem indicar adaptação de algumas espécies, ainda que haja risco de desarticulação entre ciclos reprodutivos. Observadores ressaltam que o frio eventual pode interromper tendências recentes.

As informações são coletadas por voluntários em todo o país, com o objetivo de acompanhar mudanças sazonais. Meteorologistas destacam que março tem sido o décimo-mais quente já registrado, com janeiro extremamente úmido.

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