- Akorfa Dagadu, aluna de engenharia química no MIT, começou com a ideia de um aplicativo Ishara para melhorar a reciclagem na Gana.
- Ao conhecer o PKG Center for Social Impact, ela pivotou de solução tecnológica para mudança de sistema, recebendo bolsas, mentoria e participação no IDEAS Social Innovation Incubator.
- Parcerias com a empresa de reciclagem Chanja Datti, na Nigéria, influenciaram sua pesquisa para conectar redes de reciclagem existentes à cadeia de valor, com foco em plástico multicamadas.
- O projeto evoluiu para uma solução com centro de recompra baseado em blockchain e gerou pesquisa liderada por estudantes, com apoio do D-Lab, reforçando o pensamento sistêmico.
- No próximo ano, Dagadu será Schwarzman Scholar em Tsinghua, mantendo o objetivo de entender políticas e economia do fluxo de materiais e ampliar a pesquisa para além de Gana.
Akorfa Dagadu, aluna do último ano de engenharia química no MIT, mudou o rumo de seu projeto desde a ideia inicial. O plano era desenvolver um aplicativo móvel para melhorar a reciclagem na Ghana, conectando moradores ao sistema local e abrindo oportunidades econômicas. O resultado evoluiu para uma abordagem de mudança de sistemas.
Ao chegar ao MIT, Dagadu encontrou apoio no PKG Center for Social Impact, que a ajudou a repensar o problema além da solução técnica. Ela recebeu bolsas de fellow e participou de programas de incubação voltados a inovação social engajada com a comunidade, o que transformou sua trajetória.
Mudança de foco: da solução técnica à transformação sistêmica
A pesquisadora passou a envolver redes informais de catadores e agregadores, que já atuavam de forma eficiente, porém invisibilizados na discussão pública. A experiência mostrou que a solução precisava dialogar com quem já executa o trabalho no dia a dia.
O vínculo com o PKG a levou a redesenhar Ishara, orientando a conexão entre coletores locais e a cadeia de valor maior, com transparência e equidade. O uso de um centro de recompra baseado em blockchain foi um dos desdobramentos técnicos do projeto.
Sua parceria com a empresa nigeriana Chanja Datti ampliou o alcance do estudo para a reciclagem de resíduos plásticos de várias camadas. A iniciativa se desenvolveu em pesquisa liderada por estudantes no MIT, com suporte do D-Lab, explorando soluções para resíduos multicamadas.
Dagadu destaca a importância de pensar o material dentro do sistema que o envolve. A experiência combina engenharia de materiais, estrutura de polímeros e viabilidade prática, sempre com foco em impactos sociais e econômicos.
Além do trabalho acadêmico, Dagadu manteve uma rede de apoio construída através do PKG Center e do Kuo Sharper Center for Prosperity and Entrepreneurship. Essa base a ajudou a enfrentar momentos desafiadores da trajetória empreendedora.
A pesquisadora recebeu reconhecimento interno no MIT e planeja ampliar o radio de atuação no próximo ano. Ela passará a estudar sob a função de Schwarzman Scholar, em Tsinghua, em Pequim, para aprofundar as dimensões políticas e econômicas do fluxo de materiais.
Novos horizontes em pesquisa e implementação
A mudança para a China permitirá ampliar a compreensão sobre políticas, cadeias de suprimento e economia de materiais. Dagadu pretende manter o foco em sistemas que permitam que materiais avancem de forma eficiente e justa.
Com Ishara, a engenheira busca evidenciar como operações locais podem se conectarem a redes globais de reciclagem. A experiência em Ghana serve como base para explorar enfoques mais amplos, conectando engenharia, sustentabilidade e políticas públicas.
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