- Em 4 de maio, moradores atearam fogo no escritório da Wildlife Conservation Society (WCS) responsável pelo Makira Natural Park, no nordeste de Madagascar.
- O incidente ocorreu após um suposto confronto entre madeireiros ilegais e guardas florestais; autoridades investigam o que houve.
- Uma equipe de representantes do ministério do Meio Ambiente, guardas ecológicos apoiados pela WCS e gendarmes prendeu cinco homens no local, um deles com motosserra; outro conseguiu escapar.
- Os detidos foram levados ao escritório da WCS em Ambinanitelo; houve pressão de moradores locais por liberação imediata, o que levou à transferência de um dos envolvidos para Maroantsetra.
- As autoridades aguardam transmissão de tensões para retomar as investigações, que também apuram possíveis ligações políticas no caso de logging ilegal; a WCS não comentou oficialmente até o momento.
Um incêndio atingiu a sede da Wildlife Conservation Society (WCS) responsável pelo Makira Natural Park, na região nordeste de Madagascar, na noite de 4 de maio. Segundo relatos, moradores irritados teriam causado o fogo na estrutura administrativa da reserva. A equipe da WCS contava com apoio de guarda- florestal e autoridades locais.
Testemunhas indicam que o ataque pode estar ligado a atividades de fiscalização de madeiras ilegais na área central do parque, que abrange cerca de 372 mil hectares. Verificações iniciais apontam confronto entre madeireiros ilegais e guardas florestais no local.
Um segundo grupo, formado por representantes do ministério do Meio Ambiente, guarda- florestal apoiada pela WCS e gendarmes, deslocou-se ao ponto após o alerta. Cinco homens foram encaminhados à sede da WCS em Ambinanitelo; um deles carregava motosserra, segundo informações.
De acordo com Jean Roger, funcionário do ministério em Maroantsetra, o grupo incluía quatro transportadores e um responsável pela motosserra. Um suspeito conseguiu fugir, e o restante foi detido para que as autoridades possam prosseguir com as investigações.
A prefeitura de Mariarano informou que moradores de Antanambao Andranasana exigiam a libertação imediata do grupo detido. As autoridades autorizaram a liberação dos quatro transportadores e a transferência do homem com a motosserra para Maroantsetra, para avaliação judicial.
Investigação em andamento
Pouco tempo depois, a multidão de Antanambao Andranasana se reuniu na sede da WCS, sem encontrar o homem detido. Eles foram contidos por lideranças locais, que tentaram acalmar os ânimos. O fogo, segundo relatos, resultou da desarticulação entre as partes envolvidas.
A polícia e a gendarmerie continuam apurando as informações sobre o incêndio e as denúncias de exploração ilegal de madeira. A situação permanece sensível, com autoridades reforçando a necessidade de manter a segurança na área.
A redação entrou em contato com a assessoria de comunicação da WCS Madagascar, que informou não ter autorização para falar ao público no momento. A direção da organização no país não respondeu até o fechamento deste texto.
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