- Hong Kong e Cingapura importaram mais de 1 milhão de aves selvagens vivas entre 2006 e 2020, segundo análise publicada na Conservation Biology.
- Quase dois terços das aves eram originárias de países africanos.
- A maior parte das importações destinava-se ao comércio de animais de estimação e exibição.
- O comércio massivo, muitas vezes pouco regulamentado, apresenta riscos à biodiversidade e à saúde pública por facilitar doenças zoonóticas.
- Pesquisadores pedem fortalecer fiscalização e campanhas de conscientização para reduzir impactos do comércio.
Entre 2006 e 2020, Hong Kong e Singapura importaram mais de 1 milhão de aves selvagens vivas, segundo análise publicada na Conservation Biology. Quase dois terços vieram da África.
O estudo aponta um comércio massivo, pouco regulamentado, que ameaça populações selvagens e aumenta riscos de disseminação de doenças zoonóticas.
A maior parte dessas aves foi destinada ao comércio de animais de estimação e exibição, com origem predominantemente africana, refletindo demanda por espécies exóticas na Ásia.
Impactos e riscos
Além de pressionar espécies selvagens, o fluxo facilita a introdução de doenças que podem afetar humanos, animais domésticos e ecossistemas locais.
Autoridades de Hong Kong e Singapura vêm restringindo o comércio ilegal; no entanto, a demanda por aves exóticas continua alta.
Medidas e recomendações
Pesquisadores destacam a necessidade de ampliar fiscalização, endurecer sanções e promover campanhas de conscientização para reduzir impactos.
O estudo reforça a importância de dados para orientar políticas de biodiversidade e saúde pública.
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