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Comunidade tailandesa protege dugongos e revive pastagens marinhas

Comunidade de Koh Libong intensifica proteção a dugongos e restauração de pradarias de ervas marinhas diante do declínio regional e impacto econômico

Tipusa Sangsawang, coordinator of Koh Libong’s Dugong Guardians network, uses a drone to monitor local dugong numbers. Image by Carolyn Cowan for Mongabay.
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  • Koh Libong, na Tailândia, enfrenta declínio de ervas marinhas e queda de dugongues, reduzindo alimento e habitat para os animais.
  • A população de dugongues da área caiu muito nos últimos anos; estimativas apontam apenas 33 indivíduos em início de 2026, com mães e filhotes observados em algumas passagens.
  • A comunidade, por meio do Dugong Guardians, organiza monitoramento, resgate e ações de restauração de habitat, unindo moradores, cientistas e governo.
  • A morte de Marium, filhote resgatado em 2019, após possível ingestão de plástico, reacendeu a conscientização sobre poluição plástica e fortaleceu o engajamento local.
  • O governo lançou uma estratégia integrada para a Andama, com projetos de monitoramento, proteção de áreas de alimentação, resgate de mamíferos marinhos e testes de transplante de ervas marinhas, com resultados ainda variados.

Koh Libong, na Tailândia, vive uma crise ambiental ligada à queda de pastagens de plantas marinhas e ao declínio de golfinhos-mangrovins. O esforço comunitário liderado pelos Dugong Guardians busca preservar a espécie e reverter a degradação de habitats. O caso ganhou projeção após a morte de Marium, uma golfinha-da-cauda fêmea resgatada em 2019, atribuída a uma possível ingestão de plástico.

O projeto comunitário, iniciado em 2011, envolve oito vilarejos e organizações científicas. Em 2023, Koh Libong abrigava parte expressiva da população de dugong da costa de Andaman, estimada em 194 indivíduos. Contudo, entre 2020 e 2024 houve queda de até 50% na cobertura de seagrass na área protegida ao redor da ilha.

A gravidade da crise está ligada à combinação de sinais de estresse: degradação de seagrass, aumento de mortalidade por desnutrição e maior risco de colisões com barcos. Em 2025, a população local pode ter ficado reduzida a menos de 10 dugongos, segundo especialistas, com números recentes indicando cerca de 33 animais na região, incluindo mães e filhotes observados em 2026.

O que mudou na ilha

A redução de seagrass prejudica a base alimentar dos dugongos, levando à emigração de animais para águas mais profundas, onde há menos alimento e maior risco de pesca. A situação impacta também o turismo, que se pauta na observação de dugong em Koh Libong. Moradores relatam aumento de custos de pesca e necessidade de usar barcos para captar alimento.

Esforços de conservação e participação comunitária

A Dugong Guardians mantém ações de monitoramento por meio de drones, transecções e parcerias com a universidade local. A organização recebeu apoio da IUCN para instalar cercas protetoras em áreas de seagrass, com resultados mistos até o momento. Pesquisadores também planejam transplante de espécies de seagrass e criação de linha de base de biodiversidade marinha.

Desafios e próximos passos

Especialistas destacam que não há solução única para a combinação de pressões que afetam o ecossistema. Em 2025, o governo lançou uma estratégia integrada para a Andaman, com foco na avaliação de perdas, proteção de mamíferos marinhos e recuperação de seagrass. A coordenação entre autoridades e comunidades permanece crucial para evitar novas perdas.

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