- Sem intervenção urgente, a Inglaterra pode enfrentar falta de água de até 5 bilhões de litros por dia até 2055, segundo o Senado.
- Medidas recomendadas incluem captação de água da chuva, uso de águas cinzas nas residências e uma campanha ampla para reduzir o consumo.
- Propõem mudanças na regulamentação de construção para 105 litros por pessoa por dia e maior reúso de águas cinzas, além de soluções baseadas na natureza como restauração de turfeiras e reconexão de rios.
- Não há novos reservatórios há mais de trinta anos; nove estão previstos, mas levarão tempo e não devem substituir ações de redução da demanda.
- Vazamentos de tubulações respondem por 19% da demanda; reduzir perdas continua prioridade.
Apenas 2 a 3 parágrafos de texto antes de qualquer subtítulo são iniciados.
A Câmara dos Lords alertou que a Inglaterra precisa coletar água de chuva, reutilizar água cinza e reduzir o consumo para evitar déficits de 5 bilhões de litros por dia até 2055. O aviso veio de um relatório do Comitê de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas publicado nesta semana. Sem medidas, o país enfrentará escassez hídrica acentuada.
Segundo o documento, padrões climáticos e o aumento da população elevam a demanda, principalmente com a expansão de setores intensivos em água, como centros de dados. A previsão aponta para um déficit diário de 5 bilhões de litros, equivalente a 2 mil piscinas olímpicas.
O relatório destaca desperdício significativo de água por vazamentos na rede, responsável por cerca de 19% do consumo. A ação para reduzir impactos de perdas deve permanecer prioridade pública.
Pesquisadores e legisladores enfatizam que medidas imediatas são necessárias, pois a seca de 2025 serviu de alerta. A reportagem cita ainda a perspectiva de um ano El Niño, que pode agravar a necessidade de preparo.
Medidas propostas
O documento recomenda mudanças regulatórias para casas novas com consumo máximo de 105 litros per capita por dia e maior reaproveitamento de água cinza. Também sugere soluções baseadas na natureza, como restauração de pântanos e reconexão de rios aos seus leitos naturais para melhorar a retenção de água.
Outra orientação é promovida por campanhas de conscientização em toda a sociedade. O estudo pede avaliação ambiental e econômica da seca para comparar custos da inação com os ganhos da resiliência.
As soluções baseadas na natureza devem ser ampliadas tanto em áreas urbanas quanto rurais, com maior uso de armazenamento, infraestrutura de distribuição e reaproveitamento de água. Não há construção prevista de novas barragens em pleno funcionamento.
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