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Químicos tóxicos em antipulgas para pets prejudicam vida selvagem, estudo UK

Estudo britânico aponta que fipronil e imidacloprid, usados em tratamentos antipulgas, ameaçam vida aquática e aves, exigindo medidas urgentes

Chemicals that are banned for use as pesticides but still used in flea treatments are harming wildlife.
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  • Estudo britânico alerta que químicos de tratamentos antipulgas para pets, fipronil e imidacloprid, estão devastando a vida aquática e espécies de aves em rios, parques e áreas de conservação.
  • Níveis médios desses químicos em rios ingleses podem reduzir a fauna aquática, e em um quinto dos casos chegam a diminuir em até trinta por cento populações de aves associadas.
  • Além disso, fipronil e imidacloprid são ligados a menores escores cognitivos em crianças com autismo; a Environment Agency os classifica como alto risco à saúde humana em águas da Inglaterra.
  • Governo abriu uma consulta de oito semanas sobre a proibição de compra de alguns tratamentos para cães e gatos, mas especialistas dizem que o acesso em farmácias, supermercados, veterinários e online permanece.
  • O autor do relatório recomenda avaliação ambiental urgente e que a Veterinary Medicines Directorate revise, suspenda e proíba os produtos que contêm fipronil e imidacloprid.

O estudo independente alerta para danos graves causados por químicos presentes em tratamentos antipulgas de animais de estimação. Fipronil e imidacloprido estariam atingindo rios, parques e áreas de conservação, com risco potencial para a fauna aquática, aves e polinizadores.

A análise, realizada por ecologistas da Wildlife and Countryside Link, aponta que esses inseticidas ainda são usados em produtos vendidos para cães e gatos, apesar de banidos como pesticidas em outros contextos. A avaliação também associa os químicos a menores escores cognitivos em crianças com autismo.

O trabalho, divulgado nesta semana, indica que os níveis desses compostos já são suficientemente elevados em rios ingleses para reduzir a vida aquática e, em cerca de 20% dos casos, podem provocar queda de até 30% de populações de aves associadas. Além disso, há efeitos em parques públicos.

Entre os locais citados está o Broads, em Norfolk, onde rios que chegam ao parque apresentam contaminação expressiva por fipronil e imidacloprido. Observa-se queda de 90% no número de libélulas, segundo a análise do estudo.

A origem dos químicos no ambiente ocorre principalmente pelo descarte de roupas ou camas tratadas, lavagem de animais e banhos, além de cães nadando ou deixando pelos em áreas externas. Esses caminhos deixam substâncias no sistema de esgoto e no ambiente.

O governo britânico abriu uma consulta pública de oito semanas para proibir a compra de tratamentos antipulgas de balcão para cães e gatos. Pesquisadores disseram, porém, que a medida não é suficiente para conter o acesso em farmácias, supermercados, clínicas e online.

Medidas e respostas oficiais

O relatório recomenda avaliação de risco ambiental urgente para entender a extensão do problema e sugere suspensão e banimento dos produtos contendo fipronil e imidacloprido pela Veterinary Medicines Directorate.

Um porta-voz do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais reiterou o compromisso com a restauração de habitats e com padrões elevados de bem-estar animal, destacando a importância da consulta para reduzir “químicos permanentes” nos rios.

Outro porta-voz da autoridade sanitária afirmou que os benefícios de proteção contra parasitas devem ser equilibrados com impactos ambientais, e que a consulta busca manter a disponibilidade de produtos ao consumo responsável, sem comprometer animais e ecossistemas.

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