- Guerras com militias continuam a colocar em risco funcionários de conservação: dois guardas foram mortos ao atirar em um posto de controle em Kamuhororo, margem sul do lago Edward, dentro do Parque Nacional Virunga, no início de 21 de maio.
- Os guardas eram Kasereka Valyathire Baraka, 35 anos, e Munguakonkwa Mihigo Jacques, 34 anos, que estavam de serviço no momento.
- O ataque, realizado por um grupo fortemente armado, ainda não teve autores identificados, segundo o ICCN, órgão congolese responsável pelos parques.
- Virunga, ponto UNESCO e hotspot de biodiversidade, abriga gorilas-e-gorilas-do-ocidente e chimpanzés, e já registrou mais mortes de guardas do que qualquer outra área protegida no país.
- Autoridades reiteram determinação de proteger o parque, destacando a necessidade de uma economia baseada na conservação para melhorar as condições locais e reduzir a dependência de atividades ligadas ao conflito.
Duas pessoas foram mortas nesta terça-feira (21) em Virunga National Park, na República Democrática do Congo. Um grupo armado abriu fogo contra um posto de controle em Kamuhororo, na margem sul do Lago Edward, dentro do parque. Os rangers de serviço, Kasereka Valyathire Baraka, 35, e Munguakonkwa Mihigo Jacques, 34, morreram no ataque. As autoridades do parque não divulgaram a identidade dos aggressors.
As informações são de fontes do parque. O ataque ocorreu no início do dia, quando o grupo intensificou a violência na região, marcada por conflitos entre milícias e membros de rebeliões na área oriental da RDC. Virunga já foi palco de dezenas de mortes entre guardas ambientais ao longo de décadas.
Contexto e segurança
Os incidentes acendem novamente o debate sobre a proteção de defensores ambientais na região. Virunga é patrimônio mundial da UNESCO e abriga gorilas-das-planícies e chimpanzés. A área enfrenta conflitos entre grupos como M23, Mai-Mai e diversas milícias.
Reação oficial
Até o momento, não houve identificação dos autores do ataque. O ICCN, órgão estatal responsável, classificou o ataque como odioso e inaceitável e pediu investigação rápida para levar os responsáveis à justiça. Autoridades enfatizam a necessidade de proteger o trabalho de conservação.
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