- A estudante de 19 anos na Nigéria criou absorventes biodegradáveis feitos de resíduos agrícolas, como cascas de milho e cascas de mandioca.
- Ela, chamada Panti, desenvolveu o produto para reduzir o uso de plástico em absorventes e facilitar o acesso a higiene menstrual.
- O projeto começou como tarefa escolar e contou com parceria com produtores locais para coletar resíduos agrícolas e testar adesivos e fibras naturais.
- Após meses de testes, o absorvente tornou-se biodegradável, confortável e eficaz.
- O governo e ONGs demonstraram interesse, e Panti pretende ampliar a produção para chegar a mais mulheres na Nigéria e além.
Aos 19 anos, uma estudante nigeriana criou absorventes higiênicos biodegradáveis a partir de resíduos agrícolas, buscando reduzir o uso de plástico presente em produtos tradicionais. A iniciativa nasceu após a constatação de que muitos absorventes contêm até 90% de material plástico e geram grande volume de lixo.
Panti desenvolveu o protótipo com retalhos de casca de milho e cascas de mandioca, aliados a adesivos e fibras naturais. O projeto começou como tarefa escolar e evoluiu para uma iniciativa voltada a tornar o produto acessível e sustentável para mulheres da sua comunidade.
A ideia ganhou apoio local: a jovem passou a trabalhar com agricultores da região para obter resíduos agrícolas e testar diferentes combinações. Meses de pesquisa resultaram em um absorvente não apenas biodegradável, mas também confortável e eficaz.
Apoio institucional e desdobramentos
O governo nigeriano e ONGs demonstraram interesse na proposta, destacando o potencial ambiental e social. A meta é ampliar a produção e levar o produto a mais regiões do país e, eventualmente, além das fronteiras.
Panti pretende escalar a produção e tornar os absorventes acessíveis a mais mulheres, mantendo o foco em sustentabilidade e custo reduzido. A iniciativa também busca promover práticas agrícolas locais ao fornecer demanda constante por resíduos alimentares.
A colaboração com agricultores, entidades públicas e organizações da sociedade civil visa criar um modelo sustentável de manufatura, com impacto ambiental e social positivo. A história é acompanhada por veículos de divulgação ambientais, como a Mongabay.
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