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Calor no Reino Unido expõe desigualdades salariais, inclusive em finanças

No país, onda de calor expõe desigualdade: casas sem ar-condicionado elevam riscos à saúde para moradores de áreas mais pobres

People walk across a plaza in Canary Wharf during a heatwave
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  • A Inglaterra viveu dias de calor recorde em maio, com Londres chegando a 35 °C e várias “noites tropicais” em que a temperatura não cai, dificultando o sono para quem não tem ar-condicionado.
  • Em Canary Wharf, moradores com ar-condicionado conseguem trabalhar e se locomover com mais conforto; já em Whitechapel, residentes de flats sem AC enfrentam flats quentes e sono ruim, afetando especialmente famílias.
  • O custo de aparelhos de ar-condicionado e ventilação subiu, com unidades de AC aumentando cerca de 17% desde abril; o Dyson Cool Tower chegou a cerca de £299.
  • Locais tradicionais sem AC, como o café E Pellicci em Bethnal Green, enfrentam restrições por seriams Grade II-listed e tentam soluções como ventiladores e reorganizar o espaço para enfrentar o calor.
  • Estudos indicam que quase metade das famílias mais pobres da Inglaterra podem ter imóveis propensos a ficar muito quentes, elevando o risco de morte em室 calor extremo, destacando desigualdade no impacto da onda de calor.

O calor excepcional que atingiu a Inglaterra nesta semana elevou as temperaturas a recordes, com Londres chegando a 35C. O calor aumenta o risco à saúde em residências sem ar-condicionado e em imóveis mal preparados para altas temperaturas.

Na região de Canary Wharf, trabalhadores de finanças relatam conforto graças a ambientes climatizados, como flats, escritórios e transporte público com ar-condicionado. O fenômeno se mostra mais favorável para quem acesso a esse conforto.

Em Whitechapel, bairro de renda mais baixa, moradores relatam imóveis muito quentes, noites mal dormidas e dificuldade para acalmar bebês. A diferença entre as experiências revela impactos da desigualdade habitacional durante a onda de calor.

Refúgios urbanos

Bares e cafés de Bethnal Green enfrentam o desafio sem ar-condicionado, usando ventiladores e reorganizando espaço para reduzir o calor. Comerciantes relatam tentativas de instalar ar-condicionado, mas limitações históricas impedem a implementação.

Em Canary Wharf, centros comerciais e praças com sombra oferecem alívio. Funcionários relatam que a vida cotidiana permanece sob o efeito da temperatura alta, com escolhas de vestuário mais leves e pausas para descanso.

O preço de itens sazonais, como ventiladores e equipamentos de ar-condicionado, subiu neste período. Estima-se que unidades de climatização tenham registrado alta de cerca de 17% desde abril.

Ao longo das zonas mais simples da cidade, alguns residentes recorrem a soluções alternativas. Um grupo de trabalhadores de finanças comenta o objetivo de obter conforto financeiro para futura aquisição de ar-condicionado, destacando o peso econômico da decisão.

Em espaços comunitários, como jardins urbanos, surgem estratégias de respiro. Na Cranbrook Estate, moradoras cultivam um espaço verde que permanece mais fresco do que as ruas, oferecendo refúgio para moradores e visitantes durante as tardes quentes.

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