- Incineradores de resíduos nos Estados Unidos não eliminam completamente as PFAS, chamados de “químicos eternos”, mantendo risco de poluição do ar para moradores, especialmente em bairros de baixa renda.
- Um novo relatório da Minnesota Resources Recovery Association (MRRA) diz que as emissões de PFAS em Minnesota teriam caído 99,6%, e aponta reduções semelhantes em outras usinas; a análise é contestada por críticos.
- A Zero Burn Coalition acusa o estudo de ter dados incompletos, linguagem enganosa e testes inadequados, sustentando que as usinas provavelmente liberam PFAS e outros poluentes perigosos.
- Grupos de saúde e comunidades pressionam para fechar usinas em cidades como Miami, Filadélfia e Baltimore, além de processar a Agência de Proteção Ambiental (EPA) por padrões de emissões considerados fracos.
- A EPA já questionou, em 2024, o uso da incineração para PFAS, destacando falta de dados para assegurar que a tecnologia controle as emissões, o que reforça o risco para quem vive perto das instalações.
O debate sobre a eficácia de incineradores na redução de PFAS avança nos EUA. Especialistas independentes afirmam que os incineradores de lixo não eliminam as emissões de “químicos eternos” de forma confiável e colocam comunidades de baixa renda em risco.
Relatos de novos estudos indicam que, apesar de alegadas quedas, a liberação de PFAS pode ocorrer durante a incineração, com impactos em bairros próximos aos locais de queima. Observadores independentes contestam números apresentados por associações da indústria.
A indústria de gestão de resíduos tem promovido os incineradores como solução para o descarte de PFAS, com relatos de reduções significativas nas emissões, especialmente em Minnesota. Entidades de defesa ambiental questionam esses resultados e apontam lacunas metodológicas.
Controvérsia sobre eficácia
A Zero Burn Coalition critica o relatório da associação setorial de Minnesota, chamando-o de estudo pouco sólido, com dados incompletos e linguagem enganosa. A organização afirma que o problema envolve mais do que seis PFAS regulados.
Especialistas independentes destacam que a amostra é limitada e não captura milhares de PFAS existentes. Alegam que altas temperaturas não asseguram a destruição total nem o mineralizar das moléculas.
A MRRA rebate as críticas, argumentando que o estudo não prova que as emissões de PFAS sejam inseguras. A associação sustenta que a medição no escape não excede níveis encontrados ao longo da cerca, onde residem moradores.
Implicações para saúde e política
Defensores apontam que moradores de bairros próximos aos incineradores convivem com poluentes contínuos, o que, segundo eles, aumenta riscos de saúde. Reguladores estaduais estão sob pressão para revisar padrões de emissão e considerar fechamento de instalações.
Organizações ambientais destacam ainda que o EPA já sinalizou incertezas sobre o uso de incineração para PFAS. Entidades de defesa pública pedem avaliações mais amplas, que incluam múltiplos PFAS e co-exposições a outros poluentes.
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