- O Reino Unido enfrentou ondas de calor com noite tropical acima de 20 °C na segunda (25) e temperatura diurna acima de 35 °C na terça (26) em Londres, marcando recordes para a época.
- A alta temperatura dificulta o trabalho remoto, levando a um aumento da procura por ambientes com ar-condicionado, conforme relatos de empresas instaladoras em Londres.
- Mesmo com aquecimento global acima da média, apenas 7% das casas britânicas têm ar-condicionado instalado, e 8% usam aparelhos portáteis; muitos locais continuam sem refrigeração eficaz.
- Governos locais e nacionais discutem medidas de resfriamento, com o CCC sugerindo que o ar-condicionado seja parte de um plano de resfriamento mais ativo, incluindo apoio financeiro e regulamentação de temperaturas no trabalho.
- Obstáculos permanecem em áreas como Kensington & Chelsea, que exigem permissões para instalações de ar-condicionado em imóveis históricos, enquanto Londre avalia estratégias de inovação para reduzir ilhas de calor e melhorar infraestrutura.
Os dias de calor extremo no Reino Unido já afetam o trabalho remoto. A onda de calor exige adaptação de moradores que tentam manter a produtividade em casa e enfrenta a disparada da demanda por ar-condicionado. Em Londres, as temperaturas chegaram a patamares recordes na segunda e na terça-feira.
No dia 25, a Grã-Bretanha registrou a noite tropical mais precoce da temporada, com temperatura acima de 20 °C. No dia 26, o dia superou os 35 °C, atingindo novo recorde. Os dois extremos ocorreram na capital, Londres, segundo fontes locais.
A demanda por refrigeração cresce mesmo entre quem trabalha dois a três dias em casa. Empresas instaladoras, como a Airconco, relatam agenda cheia até o fim do verão, com clientes buscando soluções de climatização para quartos reformados e espaços extras.
Demanda e infraestrutura
A adoção de ar-condicionado aumenta, mas ainda é restrita no país. Hoje, cerca de 7% das residências têm aparelhos fixos, além de 8% com opções portáteis. O custo e a eficiência são entraves para ampla implementação.
Especialistas apontam que a infraestrutura britânica não foi desenhada para ondas de calor prolongadas. O CEO da Airconco afirma que, mesmo com menor frequência de uso, calor extremo derruba a produtividade em casa.
Mudança de cenário urbano
Alguns moradores relatam dificuldades para instalar refrigeração em áreas históricas de Londres, como Kensington & Chelsea, onde obras e fachadas limitam alterações. Ainda assim, cresce o debate sobre ampliar a climatização em edifícios públicos e privados.
Organismos oficiais sinalizam que o aquecimento global exige planos mais ativos de resfriamento. O Comitê de Mudanças Climáticas defende que ar-condicionado seja parte de estratégias de adaptação, especialmente em locais com vulneráveis.
Políticas públicas e debate local
O governo local tem resistência à expansão de ar-condicionado, citando consumo de energia e impactos nas ilhas de calor urbanas. Em Londres, a agenda de planejamento prioriza soluções passivas antes de licenças para aparelhos.
Nesta semana, o CCC informou que soluções puramente passivas podem não bastar mais. A recomendação é incorporar ar-condicionado como parte do plano de resfriamento, com regulamentação de temperaturas no trabalho.
Perspectivas e próximos passos
Na prática, medidas incluem subsídios e padronização de normas, ainda pendentes. A prefeitura de Londres prepara consultas sobre estratégias de refrigeração, enquanto o governo avalia subsídios a bombas de calor com função de resfriamento.
Especialistas destacam a necessidade de construir edifícios com sombreamento externo e melhor isolamento para reduzir dependência de ar-condicionado durante picos de calor.
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