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Defesas costeiras falham, ameaça à reserva natural

Farlington Marshes enfrenta desastre ambiental após falha da defesa costeira, com ninhos destruídos e oito hectares de juncos submersos; custo estimado da defesa em £90 milhões

Farlington Marshes near Portsmouth is one of the oldest nature reserves managed by Hampshire and Isle of Wight Wildlife Trust
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  • O Farlington Marshes Nature Reserve, de 120 hectares, está sendo inundado por água salgada devido a falhas no sistema de defesa costeira, segundo conservacionistas.
  • O local é zona de proteção especial, área de conservação e sítio Ramsar, abrigando espécies de aves como aguia beicada, avoceta, redshank e pratinhas.
  • A organização ambiental afirma que há uma válvula de maré com vazamento e um muro de contenção em ruína, deixando áreas de marisma salinizadas e prejudicando ninhos e brejos de aves.
  • A Agência Ambiental (Environment Agency) estima cerca de £ ninety milhões para substituir toda a defesa costeira de aproximadamente dois milhas, mas já houve dezenas de reparos temporários.
  • Especialistas ressaltam que habitats de marisma salgada são raros no sul da Inglaterra e que o aumento do nível do mar, aliado a desenvolvimento costeiro, dificulta a recuperação em larga escala.

O Farlington Marshes Nature Reserve, de 120 hectares, está sob ameaça após o avanço de água salgada causada pelo mau funcionamento das defesas costeiras. O local, próximo a Portsmouth, é protegido como área de proteção especial, área de conservação e local de Ramsar.

A ONG Hampshire and Isle of Wight Wildlife Trust alerta que uma válvula tidal defeituosa e uma muralha de mar em desgaste permitem o alagamento de pântanos de pastagem, com impactos diretos sobre ninhos de aves e canaviais de juncais.

O Serviço de Meio Ambiente da Inglaterra (Environment Agency) trabalha em uma solução permanente, estimando o custo em cerca de 90 milhões de libras para substituir toda a defesa de 2 milhas de extensão. O objetivo é interromper o fluxo de água salgada no reserve.

Há registros de espécies como o bebedor-de-barba, o maçarico e o cotidiano de maçaricos. Segundo o diretor de manejo de terrenos da ONG, oito hectares de juncais já foram perdidos e vários ninhos precisaram ser abandonados pela subida do nível do mar.

A situação levou aves a buscar áreas mais altas para renascer e descrever novos ninhos. O problema remontou ao rompimento inicial da válvula tidal na primavera de 2024, com reparos temporários pela EA e, mais recentemente, uma substituição permanente que falhou.

A EA instalou nova solução temporária para conter o avanço de água salgada e planeja novas alterações no sistema de controle de água ainda neste mês. A organização reconhece que os muros estão perto do fim de sua vida útil e já investiu recursos consideráveis para manter a infraestrutura.

Especialistas alertam que áreas de marisma salgada são habitats raros no sul da Inglaterra e funcionam como defesas naturais contra enchentes e como sumidouros de carbono. A reconstrução em larga escala de marismas enfrenta limitações em áreas costeiras já ocupadas.

Pesquisadores lembram que é possível restaurar partes do habitat, mas não com a mesma escala anterior. O risco de perder marismas por completo cresce se não houver ações imediatas para proteção e recuperação. A comunidade acompanha o desenrolar das medidas da EA.

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