- O Reino Unido pode emitir, até 2030, 17 milhões de toneladas a mais de CO₂ por causa de mudanças no mandatório de veículos de zero emissão que permitem vender mais PHEVs.
- Houve aumento de 48% nas vendas de veículos híbridos plug-in (PHEVs) neste ano, impulsionado pelas flexibilidades introduzidas.
- Estimativas atualizadas indicam 59 bilhões de milhas a mais rodadas com motores a gasolina e diesel, elevando as emissões diretas segundo o Departamento de Transporte.
- Grupos ambientais e a indústria de recarga defendem não afrouxar ainda mais as regras, para não comprometer a transição de veículos movidos a combustão.
- O governo disse que revisará o mandatório de veículos de zero emissão até o início de 2027.
O governo do Reino Unido enfrenta pressão para não enfraquecer ainda mais as regras de venda de veículos elétricos. Uma análise aponta que, até 2030, as emissões de CO2 aumentarão em 17 milhões de toneladas devido a mudanças adotadas no ano passado que flexibilizam a venda de PHEVs. A assinatura das flexibilidades permitiu vender mais carros movidos a gasolina, reduzindo o peso dos objetivos de elétricos.
Fontes oficiais e especialistas indicam que a indústria automobilística respondeu com um salto de 48% nas vendas de veículos híbridos plug-in neste ano. O efeito combinado é um aumento esperado no uso de motores a combustão em relação às previsões anteriores, elevando as emissões diretas de CO2.
O Ministério dos Transportes atribui o aumento do uso de combustíveis fósseis às mudanças no mandato ZEV e a ajustes adicionais dos modelos governamentais. A produção de automóveis com baterias ainda representa uma parte menor do total, mas cresce a pressão para que a meta de 2030 siga rigorosa.
Impactos ambientais e motivações políticas
O relatório recente calcula 59 bilhões de milhas a mais, percorridas com combustíveis fósseis em carros e furgões. Com base nas médias de emissões do governo, isso resulta em 17 milhões de toneladas adicionais de CO2 por ano. Carros a bateria continuam zero emissões diretas.
Especialistas destacam que o objetivo é reduzir dependência de combustíveis fósseis e melhorar a segurança energética. Entretanto, a flexibilização é criticada por complexos impactos econômicos e de infraestrutura já que menos carros elétricos podem significar menor demanda por pontos de recarga.
Reações de setor e perspectivas
Vicky Read, CEO da ChargeUK, afirma que as mudanças já abalaram o investimento em infraestrutura de recarga. Segundo ela, novas rodadas de flexibilização colocariam em risco a transição para veículos elétricos.
Mike Hawes, da indústria automotiva, defende uma revisão urgente para alinhar metas com a realidade do mercado. Dados de think tanks indicam que as métricas atuais podem permitir cenários com participação de EV menor que o previsto, caso as flexibilidades sejam plenamente utilizadas.
Um estudo de Carbon Tracker aponta subestimação das emissões por PHEVs, o que dificulta a verificação das emissões reais dos fabricantes. O Governo, por sua vez, reforça o compromisso de eliminar as vendas de veículos não emissores até 2035 e diz investir em infraestruturas para EVs.
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