- Jialing Cai, fotógrafa chinesa, registra a vida da zona mesopelágica com mergulho à noite, quando a vida emerge do oceano profundo.
- Ela já foi eleita Ocean Photographer of the Year, em 2023, e ganhou o Female Fifty Fathoms Award, em 2025.
- Ao mergulhar de noite, Cai espera as criaturas subirem à superfície para se alimentar, durante a maior migração em massa de animais do planeta.
- As imagens revelam espécies como água-viva imortal, lulas–papel e caranguejos juvenis, além de predadores e presas em interações dramáticas.
- Especialistas afirmam que fotografias ajudam a entender esses seres pouco vistos no habitat natural e destacam a importância de preservar a vida na zona intermediária do oceano.
In deepwater diving, a dark, featureless realm aguarda o mergulhador. Jailing Cai, fotógrafa subaquática de Chongqing, China, revela que o fundo do oceano fica invisível durante o mergulho noturno, exigindo percepção de profundidade para evitar afundar.
Cai fotografa em preto e branco o que surge no meio da noite: lulas-bebê, jellyfish, caranguejos, peixes jovens e uma variedade de copépodos. Ela já recebeu prêmios internacionais por capturar criaturas raras em seu habitat natural.
A pesquisadora afirma que, ao contrário do que se pensa, a vida da zona mesopelágica é dinâmica e abundante, especialmente durante as migrações noturnas, quando criaturas sobem para se alimentar. O trabalho de Cai enfatiza a importância de imagens que preservem estruturas complexas.
Dança da água-viva imortal
Essa jellyfish adulta é conhecida pela capacidade de reverter seu ciclo de vida ao detectar perigo. O uso de iluminação específica ajuda a registrar esse comportamento, que parece dançar no oceano.
Interação entre espécies na migração
Uma sequência mostra um peixe-jack jovem próximo a uma medusa, com um pequeno polvo dentro do estômago da jellyfish. Esse ecossistema tridimensional envolve diferentes estratégias de defesa e alimentação.
Metamorfose de criaturas
Alguns organismos passam por estágios de metamorfose durante o trajeto até áreas costeiras. Um caranguejo jovem, em processo de desmoldagem, revela mudanças sutis entre o exoesqueleto antigo e o corpo recém-formado.
As imagens de Cai ajudam a entender a diversidade do oceano profundo, complementando estudos que costumam depender de redes de arrasto para coletar amostras. Especialistas destacam a importância de registrar animais em seu ambiente natural.
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