- A detecção de desmatamento na Amazônia brasileira em maio foi de 370 quilômetros quadrados, queda em relação aos 960 km² de maio de 2025 (aprox. 61% a menos).
- Nos últimos doze meses, o desmatamento registrado pelo sistema DETER totalizou 3.182 km², frente a 4.633 km² no mesmo período anterior, o menor valor desde julho de 2014.
- O DETER é um sistema de resposta rápida usado por autoridades para investigar áreas recém-desmatadas; os números acompanham o desempenho de políticas de fiscalização e governança ambiental.
- Dados independentes, como os da Imazon, apontam tendência similar de queda na derrubada de florestas nos meses recentes.
- Especialistas alertam que, mesmo com queda no desmatamento, a confirmação de uma temporada de queimadas pode depender de El Niño, que tende a deixar o clima mais seco e quente na região.
A deflação do desmatamento na Amazônia brasileira ganhou fôlego: novos dados do INPE indicam queda no ritmo de corte de árvores, com impacto direto na agenda climática. Em maio, o sistema DETER registrou 370 km² de desmatamento na Amazônia, frente a 960 km² em maio de 2025.
Ao longo dos últimos 12 meses, o total de desmatamento na região chegou a 3.182 km², ante 4.633 km² no período anterior. É o menor registro para 12 meses desde que o DETER passou a monitorar, em julho de 2014. Os números indicam continuidade da trajetória de queda sob o governo atual.
O Degredo de dados ocorre em meio a alertas de cientistas sobre a possibilidade de um El Niño forte, que pode aumentar o risco de incêndios mesmo com o desmatamento baixo. A cada ano seco, queimadas de manejo e expansão de pastagens elevam a vulnerabilidade das florestas.
A comparação com dados do PRODES, que aponta a taxa oficial anual de desmatamento, reforça a leitura de tendência de menor perda florestal. Observatórios independentes, como o Imazon, também registram declines em meses recentes, oferecendo base para avaliação estatal e de governança ambiental.
Mantêm-se incertezas: o desmatamento não é o único indicador de saúde da Amazônia. Degradação por extração, queimadas em margens de floresta e efeitos de borda também reduzem carbono e biodiversidade, mesmo sem cortes formais.
Para o Brasil, números mais baixos ajudam a cumprir metas de 2030, fortalecem a fiscalização e ajudam a proteger áreas indígenas e unidades de conservação. O desafio é manter a tendência durante anos de El Niño e ampliar ações de prevenção e resposta rápida.
Se o ritmo atual se manter até julho, o país pode se aproximar de um patamar histórico de menor desmatamento na Amazônia. O esforço envolve governança ambiental, monitoramento contínuo e combate a queimadas ilegais.
Alteração de temas e vigilância
- Dados do INPE indicam continuidade da atuação de políticas públicas na região.
- Observatórios independentes costumam confirmar a direção das estatísticas oficiais.
- O foco permanece na proteção de áreas críticas e no fortalecimento de fiscalização.
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