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Meta de vendas de carros elétricos no Reino Unido deve ser reduzida

Governo britânico pode reduzir a meta de veículos elétricos para entre cinquenta e setenta por cento até 2030, com consulta pública e críticas sobre impactos climáticos

Getty Images A close up of a person's hand holding a charger for an electric vehicle and putting it into the socket of a white car. In soft focus in the background, a charging point is visible.
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  • O governo do Reino Unido pode reduzir a meta de venda de carros elétricos (EVs) de 80% para 50%–70% até 2030, após consulta pública.
  • A atual meta Zero Emission Vehicles (ZEV) aumenta a cada ano; 28% em 2025, 33% em 2026, chegando a 80% em 2030.
  • Empresas que não atingirem a meta enfrentam multa de £ 15 mil por carro ou podem comprar créditos de concorrentes com mais EVs.
  • Em 2025, foram registrados 2.020.373 carros novos no Reino Unido, com EVs respondendo por 473.340 unidades (26,4% dos novos carros), equivalente a 23,4% de quota de mercado.
  • A maior parte das vendas totais em 2025 foram de usados (7,8 milhões), que não contam para a meta ZEV; críticos dizem que reduzir a meta pode atrasar infraestrutura de recarga e investimentos.

O governo do Reino Unido pretende reduzir a meta de vendas de veículos elétricos (EVs) entre os carros novos para 2030. Hoje, 80% das vendas devem ser elétricas, mas fabricantes e sindicatos têm pressionado por uma queda devido a custos e empregos. A mudança está em consulta pública.

Segundo fontes oficiais, a consulta pode durar meses e explorar faixas entre 50% e 70% de EVs usados como alvo para 2030. A pauta já passou por reformas ao longo dos anos, com alterações promovidas por diferentes governos e autoridades.

O debate ocorre em meio a pressões de setores industriais e trabalhistas para manter metas mais ambiciosas. Organizações ambientais sustentam que qualquer recuo pode comprometer metas climáticas de longo prazo. A atuação governamental ainda depende de consulta com a indústria.

Contexto e impactos

A política de venda de EVs passou por várias mudanças. A proibição de novos veículos a gasolina ou diesel estava prevista para 2030, com ajustes recentes para 2035. O governo manteve a ideia de um mandato progressivo de EVs.

O mandato ZEV define metas anuais que sobem ao longo do tempo, chegando aos 80% em 2030. Caso a meta seja recuada, empresas podem enfrentar custos maiores ou a necessidade de comprar créditos de outras fabricantes. Não há indicação de mudança nesse ponto.

Analistas ressaltam que a demanda por EVs depende de infraestrutura, com preocupações sobre autonomia e pontos de recarga. Indústria prevê impactos em investimentos, empregos e viabilidade de negócios se o mandato for suavizado.

Reações e dados recentes

A Sociedade de Fabricantes de Veículos (SMMT) afirma que flexibilizar o mandato pode custar empregos e investimentos se não houver alívio imediato. Em contrapartida, representantes sindicais pedem ação firme para manter a competitividade do setor.

Segundo dados de 2025, 2,02 milhões de carros novos foram cadastrados no Reino Unido, com 473,34 mil EVs, 23,4% de participação. O crescimento é perceptível, mas ainda aquém da meta de 28% para aquele ano.

Mais de 9,8 milhões de carros vendidos no ano passado incluíam grande parte de usados, que não entram no mandato ZEV. A dinâmica de preços e valorização dos EVs segue como fator de avaliação para o mercado.

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