- Södersjukhuset, em Estocolmo, informou à Agência Suéda de Produtos Médicos (MPA) sobre o uso do Natural Cycles após 37 gravidezes não planejadas.
- O aplicativo usa algoritmo e mede temperatura para indicar período fértil, sendo apresentado como alternativa aos contraceptivos hormonais por não ter efeitos colaterais.
- A Natural Cycles afirmou não ter recebido informações do hospital, está em contato com a MPA e abriu uma investigação interna em seu departamento clínico.
- A empresa destaca que nenhum método contraceptivo é 100% eficaz; o Pearl Index de sete indica eficácia de 93% em uso típico, conforme comunicam aos usuários, e admite que mais usuários podem levar a mais gravidez não desejada.
- O aplicativo possui cerca de 700 mil usuárias no mundo; é destinado a maiores de 18 anos e recomenda que quem tem menos de idade considere outra forma de contracepção.
Natural Cycles, um aplicativo contraceptivo que utiliza um algoritmo e medidas como a temperatura para indicar períodos férteis, está envolvendo autoridades suecas após 37 gestações consideradas indesejadas. O Södersjukhuset, em Estocolmo, informou a MPA, a Agência de Produtos Médicos, sobre os casos após as mulheres procurarem aborto.
Segundo a avaliação divulgada pela SVT, as 37 pacientes procuraram atendimento no hospital após ficarem grávidas enquanto usavam o aplicativo. A linha de defesa do app é de que nenhum método é 100% eficaz, e que a taxa de eficácia típica fica em 93% com o uso padrão, conforme comunicado à imprensa.
Natural Cycles afirma que não recebeu informações diretas do Södersjukhuset, mas mantém contato com a MPA para cada caso. A empresa também abriu uma investigação interna com o setor clínico para esclarecer as situações apresentadas.
Contexto e resposta dos envolvidos
O aplicativo atualmente contabiliza cerca de 700 mil usuários no mundo. A empresa destaca que o uso do app deve ser preferível para quem busca evitar hormonioterapia por efeitos colaterais, mas alerta que usuários menores de 18 anos devem optar por outras formas de contracepção.
Carina Montin, parteira do SÖS, disse à SVT que o hospital acionou a MPA diante das gestações não planejadas associadas ao uso do Natural Cycles. A MPA participa da apuração, avaliando a relação entre o aplicativo e os casos ocorridos.
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