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O que evitar ao falar com casais que enfrentam infertilidade

Guia aponta mensagens inadequadas a casais com infertilidade e ressalta impacto emocional, social e financeiro dessas falas

8 Things NOT to Say to Couples Going through Infertility
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  • A matéria lista oito exemplos de frases que podem magoar casais em infertility, destacando o impacto emocional, médico e financeiro.
  • Entre os exemplos estão usar Gênesis 1:28 como mandamento, dizer para simplesmente “relaxar”, sugerir adoção como solução rápida e perguntar “por que vocês não conseguem ficar grávidos?”.
  • Também avisa contra pressionar sobre tratamentos de fertilidade, pois são pessoais, caros e não cabem a todos escolher ou pagar.
  • Explica que adoção pode ocorrer, mas não substitui o desejo de gestar, e que nem todo casal terá filho biológico.
  • Sugere apoio sensível: ouvir sem julgar, orar com empatia, incluir escolhas de participação em eventos com bebês e oferecer palavras de encorajamento.

Para casais que passam pela infertilidade, determinadas palavras ou perguntas podem piorar a experiência. Um guia recente reúne oito frases que costumam soar insensíveis, destacando que esse tema afeta corpo, mente e relações. O documento enfatiza a importância de abordar o assunto com sensibilidade, sem oferecer soluções simplistas.

O que diz o guia

  • 1) A citação de textos religiosos como mandamento pessoal pode ser dolorosa e descontextualizada para quem luta para conceber. O guia aponta que essa leitura da Bíblia nem sempre consola ou ajuda quem enfrenta dificuldades.
  • 2) Dizer para simplesmente relaxar é uma resposta inadequada, segundo especialistas ouvidas no material. A ideia de relaxar não resolve questões médicas associadas à fertilidade.
  • 3) A sugestão de adotar a criança como caminho para engravidar não funciona para todos. A adoção é uma opção válida, mas não necessariamente substitui o desejo de gestar, nem é garantia de concepção biológica.
  • 4) Supor que Deus é apenas bom quando a gravidez ocorre é contestado no guia, que propõe reconhecer a continuidade de valores e apoio independentemente do resultado.
  • 5) Perguntar por que não há gravidez pode invadir a privacidade e provocar constrangimento, igual a questionar alguém sobre saúde em estado grave.
  • 6) Pressionar para tratamentos de fertilidade é apresentado como tema sensível, considerando custos, questões éticas e impactos emocionais, além de dilemas religiosos para alguns casais.
  • 7) Dizer que ser mãe é difícil pode soar inadequado a quem não pode conceber, já que as circunstâncias de cada casal variam e o sofrimento não tem comparação única.
  • 8) Prometer que “um dia vocês terão um filho” é considerado uma afirmação que não deve ser garantida, pois pode não refletir a realidade de todos.

Como responder de forma útil

  • O guia recomenda oferecer apoio sem impor soluções, ouvir com empatia e respeitar o tempo e o espaço de cada pessoa. Expressões de cuidado devem se concentrar no bem-estar emocional, além de rezar ou apoiar conforme a crença de cada um.
  • Aproxime-se com disponibilidade para ouvir, evitando cobranças ou perguntas invasivas. Ofereça presença constante, ajuste convites a dias mais fáceis e demonstre sensibilidade nos momentos difíceis.
  • Em momentos especiais, como dias sensíveis, enviar palavras de encorajamento pode ser útil, mantendo o foco no afeto e na presença, sem impor expectativas sobre o resultado.

Fontes e contexto

  • O material cita Betsy Herman, autora associada ao tema, que indica a necessidade de abordagens mais cuidadosas e respeitosas. O conteúdo também discute aspectos práticos como tratamento médico, custos e implicações éticas.

Observação final

  • O guia ressalta que a infertilidade é uma experiência complexa, que afeta dimensões físicas, emocionais e sociais. O objetivo é orientar familiares e amigos a oferecer suporte consistente, sem julgamentos ou promessas não verificáveis.

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