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Vacina contra a gripe reduz risco de morte pela metade, mas proteção é desigual

- A gripe sazonal causa até 650 mil mortes anuais, afetando grupos de risco. - Estudo da Universidade CEU San Pablo analisa dados de 6,5 milhões de pacientes. - Vacinação reduz em até 50% o risco de morte, mas eficácia varia por cepa. - Cobertura vacinal na Espanha é baixa: apenas 34% entre 60 e 64 anos. - Especialistas destacam a importância da vacinação para prevenir casos graves.

A cada ano, aproximadamente mil milhões de casos de gripe estacional são registrados globalmente, com entre três e cinco milhões evoluindo para formas graves, resultando em 290.000 a 650.000 mortes. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a vacinação da população de risco poderia reduzir significativamente esses números. Um metaanálise da Universidade CEU […]

A cada ano, aproximadamente mil milhões de casos de gripe estacional são registrados globalmente, com entre três e cinco milhões evoluindo para formas graves, resultando em 290.000 a 650.000 mortes. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que a vacinação da população de risco poderia reduzir significativamente esses números. Um metaanálise da Universidade CEU San Pablo revela que a vacinação diminui a probabilidade de infecção, especialmente em casos graves, reduzindo o risco de morte em até 50%.

O estudo, que abrange 192 artigos e mais de 6,5 milhões de pacientes nos últimos 20 anos, foi publicado na revista European Respiratory Review. Ele analisa a eficácia das vacinas contra os subtipos mais comuns do vírus da gripe A (H1N1 e H3N2) e do vírus da gripe B, estratificando os dados por grupos etários: crianças menores de cinco anos, pessoas de cinco a 65 anos e adultos acima de 65 anos. Essa abordagem permitiu identificar as limitações da vacina, como a ineficácia em idosos contra o H3N2, um subtipo mais mutável e difícil de ser imunizado.

A eficácia da vacina pode variar consideravelmente, protegendo entre 50% e 60% em anos favoráveis e apenas 25% em anos ruins, como em 2018. A atualização anual das vacinas é baseada nas variantes mais prevalentes do inverno anterior, mas a rápida mutação do vírus dificulta a criação de uma vacina universal. Especialistas, como África González-Fernández, destacam a importância do estudo, que avalia a eficácia das vacinas ao longo de um extenso período e com uma amostra significativa.

Apesar das limitações na prevenção de infecções, as vacinas são eficazes na redução de complicações graves e mortalidade, conforme José Gómez Rial. Ele enfatiza que a vacinação anual é essencial não apenas para prevenir infecções, mas principalmente para proteger contra formas severas da doença. Em 2023, as taxas de vacinação na Espanha para pessoas entre 60 e 64 anos foram de apenas 34%, e para 65 a 74 anos, 57%, evidenciando a necessidade de aumentar a cobertura vacinal.

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