Os animais de estimação enfrentam sérios riscos durante ondas de calor extremo, sendo o golpe de calor uma emergência médica que pode ser fatal. Essa condição, caracterizada por uma hipertermia extrema, ocorre quando a temperatura corporal do animal ultrapassa 41 °C, comprometendo o sistema de termorregulação. Segundo a veterinária María Eugenia Retegui, a falta de […]
Os animais de estimação enfrentam sérios riscos durante ondas de calor extremo, sendo o golpe de calor uma emergência médica que pode ser fatal. Essa condição, caracterizada por uma hipertermia extrema, ocorre quando a temperatura corporal do animal ultrapassa 41 °C, comprometendo o sistema de termorregulação. Segundo a veterinária María Eugenia Retegui, a falta de tratamento pode levar à falência múltipla de órgãos, tornando a identificação precoce dos sintomas crucial para a sobrevivência do animal.
Ambientes fechados e a falta de água fresca aumentam o risco de um golpe de calor. Animais mais velhos, com condições de saúde preexistentes, e raças braquicefálicas, como boxers e bulldogs, são mais vulneráveis. A especialista María Fernanda Veiga destaca que esses animais não conseguem regular a temperatura corporal como os de focinho mais longo. Sinais de alerta incluem agitação, ofegação e temperatura elevada ao toque, exigindo atendimento veterinário imediato.
O tratamento em clínicas envolve fluido terapia, oxigenoterapia e resfriamento progressivo. A recuperação pode variar de 48 horas a vários dias, dependendo do dano aos órgãos. Complicações como problemas cardíacos e neurológicos podem surgir se o golpe de calor não for tratado adequadamente. Retegui enfatiza a importância da hidratação, especialmente em gatos, que podem ter dificuldades em beber água.
Para proteger os animais, recomenda-se evitar a exposição ao sol nos horários mais quentes e garantir sombra em quintais. Durante passeios, é melhor realizá-los nas primeiras horas da manhã ou ao anoitecer, sempre levando água. Além disso, a alimentação deve ser ajustada, adicionando água à ração seca para evitar desidratação. Práticas como tosar os animais ou resfriá-los com água gelada podem ser prejudiciais, podendo causar choque térmico. O uso de peitorais em vez de coleiras é recomendado para evitar asfixia, especialmente em raças braquicefálicas.
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