Margot Vries, centenária nascida em 1924, compartilha suas experiências de vida em um depoimento revelador. Ela relata que, na infância, foi alimentada com leite de cabra e papinha de aveia, destacando a importância da moderação na alimentação. Seus pais, que emigraram da Alemanha para o Brasil em 1918, influenciaram sua formação, e Margot enfatiza que […]
Margot Vries, centenária nascida em 1924, compartilha suas experiências de vida em um depoimento revelador. Ela relata que, na infância, foi alimentada com leite de cabra e papinha de aveia, destacando a importância da moderação na alimentação. Seus pais, que emigraram da Alemanha para o Brasil em 1918, influenciaram sua formação, e Margot enfatiza que sempre seguiu a orientação do pai: “Obedeça seu corpo”.
Ao longo de sua vida, Margot enfrentou diversas doenças e acidentes, mas se considera saudável, sem diabetes ou pressão alta. Ela atribui sua saúde à autodisciplina e a uma alimentação leve, evitando frituras e gorduras. “Trabalhei em dois fogões com seis bocas e fazia muito calor”, diz ela, lembrando de seu tempo à frente de um restaurante até 1998, onde o prato principal era a feijoada.
Margot também reflete sobre a mudança nos valores sociais, expressando preocupação com a falta de respeito e educação entre as pessoas. Ela se considera uma “peça de museu” e participa de um estudo da USP sobre centenários, incentivada por sua nora, Rose, que a cuida há 24 anos. “Vamos ver o que descobrem…”, comenta, intrigada com a pesquisa.
Apesar de ter perdido a visão devido ao glaucoma, Margot acredita que isso a ajudou a ter mais foco. Ela continua a se interessar por notícias e a manter uma rotina de oração, buscando sempre a orientação divina. Em seu relato, ela destaca a importância dos laços afetivos e a conexão com os animais, revelando um espírito resiliente e uma visão única sobre a vida.
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