A carga de treinamento, conceito desenvolvido na década de 1970 por fisiologistas do exercício, combina a intensidade e a duração do treino em uma única métrica, oferecendo uma visão mais completa da dificuldade de um exercício. Essa abordagem permite que atletas estruturam melhor suas rotinas, equilibrando dias de treino intenso e leve. Carl Foster, professor […]
A carga de treinamento, conceito desenvolvido na década de 1970 por fisiologistas do exercício, combina a intensidade e a duração do treino em uma única métrica, oferecendo uma visão mais completa da dificuldade de um exercício. Essa abordagem permite que atletas estruturam melhor suas rotinas, equilibrando dias de treino intenso e leve. Carl Foster, professor emérito da Universidade de Wisconsin La-Crosse, destaca que essa métrica é intuitiva para atletas competitivos e pode ser útil também para praticantes ocasionais que buscam melhorar a forma física.
Atualmente, muitos dispositivos, como relógios GPS e rastreadores de atividade, utilizam algoritmos para estimar a carga de treinamento, exibindo essa informação junto a outras estatísticas, como frequência cardíaca. No entanto, especialistas alertam que focar excessivamente em métricas geradas por algoritmos pode desviar a atenção do que realmente importa: ouvir o próprio corpo. A carga de treinamento é calculada principalmente com base na frequência cardíaca, mas a definição de intensidade pode ser complexa, como aponta Foster.
Embora a carga de treinamento forneça uma visão útil, não existe um método padronizado para seu cálculo, resultando em variações significativas entre dispositivos. Além disso, a carga acumulada ao longo da semana deve aumentar gradualmente, evitando picos abruptos, conforme explica Darian Allberry, da Coros. Para alguns treinadores, como James McKirdy, essa métrica pode ser desnecessária, pois seguir cegamente os dados pode prejudicar a percepção do atleta sobre seu próprio corpo e suas capacidades.
Foster defende que muitos já organizam seus treinos com base na carga de treinamento, mesmo sem perceber. Ele ressalta que, embora um relógio possa ajudar a monitorar o esforço, é possível fazer isso intuitivamente, já que os atletas têm a capacidade de entender suas necessidades sem depender de tecnologia.
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