Nos últimos dez anos, o câncer de ânus e do canal anal resultou em mais de 38 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde. Entre 2015 e 2023, foram registradas 6.814 mortes pela doença. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) destaca que a […]
Nos últimos dez anos, o câncer de ânus e do canal anal resultou em mais de 38 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde. Entre 2015 e 2023, foram registradas 6.814 mortes pela doença. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) destaca que a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce é crucial, uma vez que a incidência do câncer anal tem aumentado nas últimas décadas, especialmente devido à relação com o papilomavírus humano (HPV).
O câncer anal é frequentemente associado à infecção por HPV, que se espalha através de relações sexuais desprotegidas. Ana Sarah Portilho, da SBCP, ressalta que a imunossupressão, como a causada pelo HIV, aumenta o risco de desenvolvimento do câncer. O alerta é que a doença pode ser assintomática, mas sintomas como sangramento retal e nódulos devem ser investigados. A SBCP recomenda que pacientes com histórico de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e imunossuprimidos façam acompanhamento regular.
O diagnóstico do câncer anal pode ser realizado por meio de anuscopia e biópsia. O tratamento inicial envolve quimioterapia e radioterapia, enquanto a cirurgia é reservada para casos mais avançados. A SBCP também enfatiza a importância da vacinação contra o HPV, disponível no SUS para grupos específicos, como crianças e pacientes imunocomprometidos, como forma de prevenção.
Os dados indicam que o estado de São Paulo concentra o maior número de internações e óbitos, refletindo um melhor acesso a serviços de saúde. A expectativa é que o número de diagnósticos aumente nos próximos anos, impulsionado por fatores como o envelhecimento da população e a crescente incidência de infecções por HIV. A SBCP reforça que a conscientização e a prevenção são essenciais para combater essa doença.
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