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Câncer anal causa 38 mil internações no SUS e é prevenível com vacinação e cuidados

- O câncer de ânus e canal anal causou mais de 38 mil internações no SUS em dez anos. - A SBCP alerta sobre o aumento da incidência, especialmente entre populações vulneráveis. - A infecção pelo HPV é o principal fator de risco, especialmente em pacientes com HIV. - Sintomas como sangramento e nódulos são frequentemente confundidos com hemorroidas. - A vacinação contra o HPV é crucial para a prevenção e redução de diagnósticos futuros.

Nos últimos dez anos, o câncer de ânus e do canal anal resultou em mais de 38 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde. Entre 2015 e 2023, foram registradas 6.814 mortes pela doença. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) destaca que a […]

Nos últimos dez anos, o câncer de ânus e do canal anal resultou em mais de 38 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS), conforme dados do Sistema de Informações Hospitalares do Ministério da Saúde. Entre 2015 e 2023, foram registradas 6.814 mortes pela doença. A Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP) destaca que a conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce é crucial, uma vez que a incidência do câncer anal tem aumentado nas últimas décadas, especialmente devido à relação com o papilomavírus humano (HPV).

O câncer anal é frequentemente associado à infecção por HPV, que se espalha através de relações sexuais desprotegidas. Ana Sarah Portilho, da SBCP, ressalta que a imunossupressão, como a causada pelo HIV, aumenta o risco de desenvolvimento do câncer. O alerta é que a doença pode ser assintomática, mas sintomas como sangramento retal e nódulos devem ser investigados. A SBCP recomenda que pacientes com histórico de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e imunossuprimidos façam acompanhamento regular.

O diagnóstico do câncer anal pode ser realizado por meio de anuscopia e biópsia. O tratamento inicial envolve quimioterapia e radioterapia, enquanto a cirurgia é reservada para casos mais avançados. A SBCP também enfatiza a importância da vacinação contra o HPV, disponível no SUS para grupos específicos, como crianças e pacientes imunocomprometidos, como forma de prevenção.

Os dados indicam que o estado de São Paulo concentra o maior número de internações e óbitos, refletindo um melhor acesso a serviços de saúde. A expectativa é que o número de diagnósticos aumente nos próximos anos, impulsionado por fatores como o envelhecimento da população e a crescente incidência de infecções por HIV. A SBCP reforça que a conscientização e a prevenção são essenciais para combater essa doença.

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