A cirurgia segura é essencial na medicina moderna, mas a situação na América Latina ainda é preocupante. Uma parceria entre o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e a Queen Mary University resultou no Lasos (Latin American Surgical Outcome Study), o maior estudo epidemiológico da região, que analisou 22.126 pacientes em 17 países, […]
A cirurgia segura é essencial na medicina moderna, mas a situação na América Latina ainda é preocupante. Uma parceria entre o Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo e a Queen Mary University resultou no Lasos (Latin American Surgical Outcome Study), o maior estudo epidemiológico da região, que analisou 22.126 pacientes em 17 países, incluindo o Brasil. Os dados revelam que a mortalidade cirúrgica na América Latina é 10 vezes maior do que em países desenvolvidos, alcançando 3,8%.
Além disso, cerca de 15% dos pacientes enfrentaram complicações, com as infecciosas sendo as mais comuns. Um dado alarmante é que 38% dos pacientes que faleceram no pós-operatório não foram atendidos em uma unidade de terapia intensiva (UTI), evidenciando falhas na vigilância e no suporte pós-operatório. Esses índices elevados de mortalidade cirúrgica são atribuídos a diversos fatores, que precisam ser urgentemente abordados.
O estudo destaca a necessidade de implementar estratégias eficazes para reduzir a mortalidade cirúrgica na região. A crise revelada pelo Lasos Study aponta para a urgência de priorizar a cirurgia segura como uma questão de saúde pública, assegurando equidade e acesso a todos os pacientes. A melhoria nas condições cirúrgicas é uma meta inegociável para garantir a segurança dos procedimentos e a saúde da população.
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