Hong Kong anunciou a proibição da posse e uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vape, em público a partir de meados de 2026. A decisão foi divulgada pelo secretário da Saúde, Lo Chung-mau, que destacou a necessidade de proteger os jovens. Apesar da proibição da importação, fabricação e venda de produtos de tabaco aquecido desde […]
Hong Kong anunciou a proibição da posse e uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vape, em público a partir de meados de 2026. A decisão foi divulgada pelo secretário da Saúde, Lo Chung-mau, que destacou a necessidade de proteger os jovens. Apesar da proibição da importação, fabricação e venda de produtos de tabaco aquecido desde abril de 2022, o uso de vapes continua comum na região.
Lo afirmou que a legislação será apresentada ao Legislativo de Hong Kong em abril, com a expectativa de que a proibição se torne efetiva em 2026. Ele mencionou que, inicialmente, a proibição será aplicada ao uso ao ar livre, com planos de expansão para outros locais conforme o público se acostumar com a nova norma. A Organização Mundial da Saúde relata que aproximadamente 35 países já baniram a venda de cigarros eletrônicos.
Uma pesquisa do Incor revelou que as concentrações de nicotina em usuários de cigarros eletrônicos podem ser até seis vezes superiores às de fumantes tradicionais. O estudo, realizado em parceria com a Vigilância Sanitária de São Paulo, também mostrou que a maioria dos usuários tentou parar de usar o dispositivo, mas sem sucesso, indicando uma forte dependência.
Os resultados indicam que a entrega de nicotina pelos vapes é mais intensa do que a dos cigarros convencionais. Enquanto um fumante típico dá cerca de 200 tragadas por dia, um usuário de vape pode chegar a 773 tragadas. Mais de 60% dos usuários já tentaram parar de usar por conta própria, e essa taxa sobe para 80% entre aqueles com alta dependência, evidenciando os desafios enfrentados na luta contra a dependência do vape.
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