A diferença na expectativa de vida entre homens e mulheres é significativa, com as mulheres vivendo em média 80 anos nos Estados Unidos, enquanto os homens alcançam cerca de 75 anos. Essa tendência se mantém globalmente, independentemente de fatores como localização ou renda. Dena Dubal, professora de neurologia na Universidade da Califórnia, destaca que, embora […]
A diferença na expectativa de vida entre homens e mulheres é significativa, com as mulheres vivendo em média 80 anos nos Estados Unidos, enquanto os homens alcançam cerca de 75 anos. Essa tendência se mantém globalmente, independentemente de fatores como localização ou renda. Dena Dubal, professora de neurologia na Universidade da Califórnia, destaca que, embora as mulheres vivam mais, isso não implica necessariamente em uma melhor qualidade de vida, já que elas costumam ter uma “healthspan” menor, ou seja, menos anos em boa saúde.
As razões para essa disparidade são complexas. Bérénice Benayoun, professora da Universidade do Sul da Califórnia, aponta que as mulheres, especialmente após a menopausa, enfrentam um aumento na vulnerabilidade a doenças como problemas cardiovasculares e Alzheimer. Pesquisadores buscam entender as diferenças de envelhecimento entre os sexos, com o objetivo de melhorar tanto a expectativa quanto a qualidade de vida. Dubal sugere que a análise dos cromossomos sexuais femininos pode revelar fatores que contribuem para a longevidade.
Fatores epigenéticos, como estresse e ambiente, também influenciam a longevidade, segundo Montserrat Anguera, da Universidade da Pensilvânia. Além disso, hormônios como o estrogênio desempenham um papel importante na saúde imunológica das mulheres, que geralmente é mais eficiente antes da menopausa. Estudos indicam que mulheres que passam pela menopausa mais tarde tendem a viver mais, enquanto a queda dos níveis de estrogênio pode enfraquecer o sistema imunológico.
Comportamentos de estilo de vida também são determinantes. Kyle Bourassa, da Universidade Duke, observa que as mulheres tendem a fumar e beber menos, além de adotarem hábitos saudáveis, como consultas médicas regulares. Fatores sociais, como a exposição a guerras e pandemias, afetam desproporcionalmente os homens, contribuindo para a diferença nas taxas de mortalidade. Alan Cohen, da Universidade Columbia, conclui que a combinação de todos esses fatores é crucial para entender a disparidade na expectativa de vida.
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